Um sonho a caminho da realidade

Profissionais de Caçador tiveram projeto aprovado para captação de recursos em busca da criação de núcleos infantis de voleibol e fortalecimento da categoria principal

A Lei nº 11.438/06, ou Lei de Incentivo ao Esporte – LIE, como é mais conhecida, permite que recursos provenientes de renúncia fiscal sejam aplicados em projetos das diversas manifestações desportivas e paradesportivas distribuídos por todo o território nacional.

Por meio de doações e patrocínios, os projetos executados via Lei de Incentivo ao Esporte atendem crianças, adolescentes, jovens, adultos e idosos, além de garantir o suporte necessário para que os atletas de alto rendimento possam participar e representar o Brasil em competições nacionais e internacionais.

Mais do que um instrumento jurídico, trata-se de uma inovação e um avanço na consolidação do paradigma do esporte como um meio de inclusão social.

Pensando nisso, e já com um projeto em andamento em Caçador por meio de apoio da Prefeitura, patrocinadores e recursos próprios, o profissional de Educação Física e técnico da equipe de rendimento do vôlei feminino pela Associação Napoli Caçador (ANC), Rodolfo Segundo (Babaloo), juntamente com os também profissionais da área Ana Paula Pereima e Juliano Vaz, encaminharam projeto ao Ministério da Cidadania para a captação de recursos junto a Lei de Incentivo ao Esporte e foram atendidos.

O objetivo é formar cinco núcleos de crianças para a prática do voleibol pela ANC, em diferentes bairros da cidade para que a abrangência seja maior, e também fortalecer a equipe de rendimento feminina.



“Queremos dar continuidade ao trabalho que já desenvolvemos na cidade, mantendo as parcerias já existentes mas sabendo que ainda é preciso muito mais para que possamos atingir o objetivo de conquistar espaço junto as crianças e melhorar as condições das meninas do time principal. Conseguimos até o momento nos manter ativos para treinos e participação em algumas competições, onde já somos respeitados por grandes equipes de Santa Catarina, pelo trabalho que estamos desenvolvendo. Por meio da Lei de Incentivo ao Esporte, queremos subsidiar algumas ações que compõe a totalidade do nosso projeto, bem como conseguir disponibilizar uma equipe técnica capacitada para a equipe principal, aquisição de materiais, uniformes e ainda o bolsa atleta, para que todas possam focar nas competições e saber que temos a estrutura necessária para elas”, explica Rodolfo.
Mas o treinador também revela que ativar os núcleos infantis é um sonho que vai muito além de uma equipe de rendimento, pois trata-se de inclusão social, fomento ao esporte e fortalecimento da categoria de base.

“Imaginem quantas crianças poderiam participar de uma atividade física no contra-turno escolar, praticando e aprendendo o voleibol, tendo a oportunidade ainda de no futuro se tornar um atleta de alto nível, sem contar os benefícios à saúde que o esporte lhe trará desde cedo, assim como seu tempo ocioso estará sendo bem empregado e bem assistido por profissionais. A categoria de base não forma apenas atletas, mas forma cidadãos de bem para a vida”, destaca o treinador.

Correndo atrás para manter

Para se ter uma ideia, Rodolfo atualmente conta com a parceria de algumas empresas de Caçador, além de padarias, supermercados, entre outros ramos, para conseguir manter a casa onde moram oito atletas vindas de outros municípios para defender o voleibol da Associação Napoli Caçadorense, assim como outras duas meninas de Videira e Santa Cecília que vão e voltam de suas cidades semanalmente para os treinamentos e possuem custos para isso, tudo auxiliado pelos apoiadores que Rodolfo e sua equipe conseguiram. Mas é preciso mais.



“Caçador está carente de modalidades de quadra que novamente lotem os ginásios, assim que possível devido a pandemia, mas nos falta isso. É claro que temos no futebol de campo atualmente grandes forças no masculino e feminino, mas sabemos que pelo histórico de Caçador, podemos também reavivar as quadras, onde já fomos destaques no handebol e futsal. O vôlei feminino vem crescendo, talvez muitos não saibam, mas nos últimos anos competimos em alto nível com grandes clubes. Temos dificuldades sim para manter a estrutura, mas não vamos desistir. O que estamos pedindo agora é para que mais empresas doem aquele 1% que é possível deduzido de seus impostos por meio da Lei de Incentivo ao Esporte, e que não ficaria com a empresa mesmo. Isso retornaria para o nosso clube, dentro do projeto aprovado, e assim nosso sonho vai se tornando realidade”, declara Rodolfo, ressaltando que pessoa física também pode doar, até 6% de seu imposto de renda devido.

“São recursos que não ficarão com a empresa ou com a pessoa física em questão, iriam para o Governo da mesma forma. O que o projeto oferece, é a oportunidade de deixar uma pequena fatia deste imposto dentro de Caçador, contribuindo com a criação dos núcleos de voleibol infantis e a equipe principal. Tudo já autorizado legalmente pelo Ministério da Cidadania por meio da Secretaria Especial do Esporte”, destaca.

Entenda como contribuir

Pessoa Jurídica

A Lei de Incentivo ao Esporte permite que pessoas jurídicas (empresas) participantes do Lucro Real, destinem até 1% do imposto devido no projeto apresentado. O investidor deve transferir o valor desejado até 1% na conta bancária específica do projeto aprovado, até o último dia útil do ano corrente. Após o depósito, o proponente responsável pelo projeto irá emitir um recibo e enviar ao patrocinador, sendo que este recibo servirá de comprovante para que a renúncia fiscal se efetue no próximo exercício. O ressarcimento do patrocínio feito virá no ano seguinte, na forma de abatimento do valor de Imposto de Renda a pagar.

O gestor do projeto e treinador Rodolfo, explica que todas as empresas participantes terão suas marcas estampadas nas camisas dos núcleos de treinamento das crianças, assim como nas camisas de treino, comissão técnica e jogos da equipe principal da ANC.



Pessoa Física

O investidor deve transferir o valor desejado (até 6% do imposto devido) na conta bancária específica do projeto aprovado, até o último dia útil do ano corrente. Após o depósito, o proponente responsável pelo projeto irá emitir um recibo e enviar ao patrocinador, sendo que este recibo servirá de comprovante para que a renúncia fiscal se efetue no próximo exercício, com o ressarcimento do patrocínio na forma de restituição ou abatimento do valor de Imposto de Renda a pagar.

“Não podemos deixar morrer este projeto. Conto com o apoio de grandes profissionais que possuem o mesmo sonho que eu, e se desdobram diariamente para cumprir com suas tarefas em seus empregos e encontrar tempo para desenvolver este projeto. Serão centenas de crianças beneficiadas ingressando no esporte, assim como uma equipe de voleibol já existente que pode ser ainda mais forte, trazendo alegria e novas conquistas para o esporte caçadorense. Contamos com a participação de todos. Desde já meu muito obrigado às empresas que já nos apoiam, pois fazem toda a diferença para que nossas atletas possam viver aqui e darmos segmento ao trabalho já iniciado. E muito obrigado aqueles que a partir de agora desejarem fazer parte deste grande objetivo”, finaliza Rodolfo.


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