Seu Padilha: Dedicação por toda uma vida

José Anito Padilha está prestes a completar 80 anos, com mais de 65 deles dedicados ao ramo do couro, veludo e sapataria



Por: Alessandro Schneider

Neste sábado, dia 1º de maio, comemora-se em território nacional o Dia do Trabalhador. Como forma de homenagear todos os cidadãos, o Jornal ExtraSC aproveita a oportunidade para contar a história de José Anito Padilha, que tem uma vida toda dedicada aos artefatos de couro, veludo e sapataria em geral. Uma história que começa na década de 50 ainda criança e chega ao dias de hoje, já aposentado mas na ativa todos os dias.

Padilha, como é conhecido, mora na rua Elias Biasi, no bairro Berger. É casado, possui quatro filhos, nove netos e uma bisneta. Na mesma residência, resolveu montar sua própria sapataria, há 30 anos. Mas antes de chegar aqui, vamos ler um pouco da sua trajetória.



Em 1955, o ainda menino José foi procurar emprego a pedido de sua mãe. Segundo ele, na época as famílias costumavam dizer que era preciso desde cedo aprender algum ofício.
O caçadorense então foi contratado pela extinta Indústria e Comércio Berger, hoje chamada Viposa. Seus primeiros passos atuando com artefatos de couro foi nesta fábrica, sob a coordenação de Isidoro Berger, que segundo Padilha, era rígido, mas também muito atencioso com ele.



Foram 19 anos nesta indústria até se transferir para a Sulca em 1975, onde atuou no departamento de costura de calçados. Subiu de cargo e chegou a chefe de costura. Saiu da Sulca em 1991 para então montar seu próprio negócio, a sapataria em sua própria casa, onde está até hoje. Atualmente já aposentado, disse não ter o pensamento de parar, pois faz com prazer seu trabalho diariamente.

Padilha em sua pequena sapataria chegou a fazer 1.500 cintos masculinos e femininos por mês, tudo artesanalmente e utilizando retalhos. A venda já estava garantida, pois fez muitos clientes principalmente no litoral, e vendia todas as peças rapidamente.



Agora disse ter diminuído a produção, faz os cintos quando lhe sobra tempo. Padilha é contratado por uma fábrica de móveis para a confecção de forrações de veludo. Esse é o trabalho principal do dia a dia, fazendo em média 30 mil peças de forração a cada 15 dias, sozinho.

Mas enquanto conversávamos em frente a sua micro empresa, um homem estacionou o veículo e entregou dois pares de sapatos para Seu Padilha colar. É claro que ele recebeu os calçados, pois o nome do ofício já diz, sapateiro. “Faço consertos em geral em calçados e ainda tenho minha produção própria de chinelos, sapatos, botas, sandálias e cintas. Mas tudo quando posso, pois o foco principal é cumprir a demanda da empresa de móveis produzindo as forrações”, disse.



O sapateiro caçadorense também falou sobre a pandemia do Coronavírus. José Padilha já tomou sua primeira dose da vacina contra a Covid-19, a AstraZeneca, e agora aguarda pela segunda dose. O caçadorense aproveitou para elogiar a organização da Administração Municipal de Caçador quanto a vacinação, dizendo que foi ao Parque das Araucárias e tudo correu muito bem. Sua família toda passa bem e não houve contaminações. 

O reconhecimento

Perto de completar 80 anos de vida, Padilha disse que esta é uma vida toda voltada aos trabalhos em couro e as forrações em veludo, que o tornaram conhecido em Caçador, tendo inclusive recebido a Medalha de Mérito "Destaque Caçadorense 2015", por indicação do então vereador Valmor de Paula.



“Conheci Seu Padilha quando eu tinha 14 anos. Trabalhei com ele na Sulca, onde era gerente da fábrica. Sempre foi uma pessoa extremamente humilde, gentil, respeitador, e ao longo dos anos que trabalhamos juntos eu nunca vi o Seu Padilha alterar a voz com qualquer subordinado ou colega de trabalho. Foi um verdadeiro líder, pois sabia conduzir seus empregados sem precisar ser deselegante. Quando havia erros na produção, ele mesmo explicava ao trabalhador como fazer, e sempre de forma educada. Isso me fez admirar o Padilha. Digo com toda sinceridade, que me sinto extremamente representado nesta homenagem que o Jornal Extra faz ao Seu Padilha, porque é uma pessoa que merece, e que ao longo de sua vida apresentou como exemplo a cordialidade, educação e respeito para com todos os trabalhadores”, declarou Valmor de Paula.

 

2 COMENTÁRIO(S)

  1. Parabéns pelo seu aniversário, conheço bem seu Padilha meu amigo , jogou muita bola pelo time do Berger, em dia de torneio de primeiro de Maio dia do trabalhador, estava lá o seu Padilha um dos melhores ponta esquerda de Caçador, chutava muito forte e de pé esquerdo, sempre gentil e simpatico com o proximo. meu carinho e respeito pelo meu amigo e vizinho de tantos anos, estou em Curitiba mas tenho acompanhado o sus cesso do amigo Padilha GRANDE ABRAÇO.

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