Saulo Sperotto avalia os 100 primeiros dias de governo em 2021

Luta contra a pandemia, pavimentação de todas as ruas de Caçador e obras para o Parque Linear foram alguns dos assuntos abordados



Por: Alessandro Schneider

O Jornal ExtraSC promove uma série de entrevistas com prefeitos da região para avaliarem os 100 primeiros dias de governo. Independente de ser primeiro mandato ou reeleição, o objetivo é saber como foram as primeiras ações em 2021 envolvendo os mais diversos setores, e também por se tratar de um momento pandêmico, onde muitos dos recursos estão sendo empregados na saúde.

A segunda participação é do prefeito de Caçador, Saulo Sperotto (PSDB), eleito para seu quarto mandato com 21.469 votos, 61,72% do total. Segundo dados do IBGE o município possui 78595 habitantes aproximadamente. Sua economia possui destaque na agricultura, setor madeireiro, celulose e papel, metal mecânica, entre outros.

1 – No caso de Caçador, não houve transição. Com a reeleição, o que o senhor observou como primordial para o início do segundo mandato?

Apesar de termos um novo Governo, com várias mudanças em setores importantes, nossa administração é de continuidade. São dezenas de obras e projetos que mantivemos em andamento, bem como, claro, o combate à Pandemia da Covid-19. Aliás, foram dois grandes desafios: quando a pandemia iniciou, em março do ano passado e, agora, no início deste ano, com um surto que levou ao colapso o sistema de Saúde.

Por isso, enviamos mais recursos para a Saúde e ao Hospital Maicé, especificamente para o combate à Covid. Reabrimos nosso Centro de Triagem e, com a chegada das doses da vacina, estabelecemos como prioridade a imunização de todos os grupos prioritários. Inclusive, queremos parabenizar as equipes de profissionais envolvidos com todo esse trabalho. São dezenas de servidores que vêm desempenhando papel fundamental nesta imunização.

Outra questão de bastante destaque é com relação às contas da Prefeitura. Quando assumimos a gestão, em 2017, havia um déficit de mais de R$ 30 milhões. Agora, quando iniciamos 2021, temos um superávit de mais de R$ 30 milhões. Ou seja: fizemos gestão financeira e passamos a ter dinheiro em caixa. Com isso, temos tranquilidade para projetar e executar todos os nossos projetos.

2 – Nos primeiros 100 dias de governo deste segundo mandato, quais as secretarias que mais exigiram recursos e quais as principais obras e ações executadas e em andamento?

Sem dúvidas, a Saúde foi a que mais dispensou de atenção em todos os sentidos. Como já dissemos, este novo surto da Covid fez com que tivéssemos que nos empenhar novamente na prevenção e combate à pandemia. Mesmo assim, não deixamos de manter as nossas obras e serviços, em todos os outros setores.

Já pavimentamos mais de 6 quilômetros de ruas desde janeiro até abril. Trabalhamos na manutenção das estradas rurais e continuamos com o nosso trabalho de revitalizações de praças em toda a cidade.

Estamos finalizando ainda as melhorias no prédio onde já está funcionando a Secretaria de Desenvolvimento Econômico, a incubadora tecnológica e que, em breve, irá receber a nova rodoviária. Paralelo a isso, o nosso Mercado Público, na antiga rodoviária, está em obras.

Estamos no processo final também, mas já sendo utilizada, da Feira do Produtor Rural, espaço que atende de forma confortável todos os nossos produtores.
Na Educação, na Agricultura e nos diversos outros setores, temos atuado de forma intensa para atender mais e melhor a todos os caçadorenses.

Além disso, e como nosso grande projeto de mobilidade, estamos com as obras do Parque Linear em andamento em todos os trechos. Ao final destas obras, vamos interligar toda a cidade, incluindo diversos bairros, com ruas, pistas de caminhada e ciclismo, facilitando o acesso de todos os caçadorenses. 

3 – Algum projeto está para começar?

Estamos viabilizando mais um grande projeto para Caçador que será do “Barro Zero”. O que é isso? Consiste em asfaltarmos todas as ruas da cidade até o final deste mandato.
Por isso, a etapa agora é da busca de recursos, que acontecerão a fundo perdido ou, mesmo, com recursos próprios e de financiamentos.



Com a pavimentação de todas as ruas, todos ganham: a população, com o fim do barro na frente das suas casas e a valorização dos seus imóveis e a Prefeitura, com uma economia anual de mais de R$ 2 milhões, investimentos necessários para a manutenção das estradas de chão, tanto com pedras quanto com maquinário e mão de obra. 

4 – Fale sobre o projeto de lei aprovado na Câmara de Vereadores, que autoriza o Executivo a qualificar Organização Social para a gestão de serviços em saúde no município. Qual o benefício aos cidadãos e a Administração Municipal?

Este projeto consiste na ampliação dos serviços de Saúde, através de um modelo que já é aplicado no município, que é a contratação de Organizações Sociais.

O foco é ampliar serviços semelhante ao que é feito com a ACEIAS, APAE, APAS, Associação Maria Rosa, Rede Feminina de Combate ao Câncer, Bombeiros Voluntários e Maicé, por exemplo.

Por conta da Legislação, a Prefeitura não tem como contratar mais profissionais para a área da Saúde, por causa do limite prudencial (gastos com servidores não podem passar de 54% da arrecadação).

São cerca de 1700 servidores atualmente, sendo pouco mais de 800 na Educação, aproximadamente 400 da Saúde, em torno de 150 na Infraestrutura e os outros divididos nas demais secretarias.

Por conta deste limite prudencial e para evitar rejeições de contas da Prefeitura, é preciso encontrar alternativas para oferecer mais serviços para a população, como acontece com a ACEIAS, na Educação, que é responsável por mais de 1400 crianças, com a Rede Feminina de Combate ao Câncer, que faz mais de 7 mil atendimentos por ano e, com os próprios Bombeiros Voluntários, que prestam um atendimento exemplar, principalmente na área da Saúde.

E como será feita a contratação?

A contratação seguirá o seguinte modelo:

Em primeiro lugar, a Prefeitura vai identificar qual o local onde há necessidade para ampliação ou inserção de novos serviços. Vamos utilizar como exemplo a UPA.

Em seguida, será feito um projeto para identificar como poderá ser feita a contratação de uma organização para a gestão dos serviços da UPA.

O próximo passo é abrir um edital de chamamento, onde serão apresentadas as propostas para realização deste trabalho. Estas propostas serão analisadas por uma comissão específica, que irá escolher a melhor proposta.

Por último, a Prefeitura fará então, o contrato de gestão com aquela organização, que irá passar a atender na UPA.

E muitos perguntam: como será o atendimento para a população? Vai ser na UPA, nos postos de Saúde, no laboratório municipal ou nas especialidades, por exemplo. O usuário vai continuar tendo o atendimento gratuito do SUS, porque o serviço é do SUS e continua sendo. Para o cidadão comum, continua da mesma forma, mas daí sim, com mais profissionais, com mais serviços disponíveis.

5 – Como a administração tem lidado com a pandemia? Quais as ações feitas no dia a dia? Os decretos do Estado e da Amarp surtiram efeito para o controle do contágio?
Temos alertado, diariamente, toda a nossa população das maneiras para diminuir o contágio. São campanhas permanentes em todos os veículos de comunicação, visando levar a mensagem para as pessoas. Além disso, mantemos nossas estruturas de saúde preparadas para atender a quem precisa, bem como já dissemos anteriormente, temos repassado recursos para o Maicé, tanto para custeio, como para a compra de medicamentos e equipamentos, além da cessão de profissionais, como médicos, enfermeiros, auxiliares de enfermagem para poder ampliar e atender a população.



Sobre os decretos, sabemos que as restrições de circulação de pessoas auxiliam na diminuição do contágio e é o que estamos vendo. Precisamos, no entanto, manter a fiscalização permanente para que não tenhamos novas ondas de contágio.

6 – Como o senhor avalia o governo estadual de Carlos Moisés, ora com Daniela Reinehr? E como o senhor avalia o governo Bolsonaro?

Sempre dizemos que não podemos torcer para que os governos vão mal, porque todos estamos no mesmo barco e iremos mal também. Por isso, com relação ao Governo do Estado, nossa avaliação é de que todos perdemos com essas incertezas. Somos um Estado que está crescendo muito, mas precisamos que os entes públicos, principalmente o Governo de SC esteja bem alinhados com este crescimento.

Com relação ao Governo Bolsonaro, é a mesma questão. Precisamos que os olhos estejam voltados a beneficiar os municípios, pois as ações acontecem aqui e dependemos muito de recursos do Governo Federal. Desta forma, precisamos confiar de que o presidente está trabalhando para o melhor pelo nosso país, sempre!

7 – Considerações finais.

Queremos dizer que temos trabalhado muito, mas muito mesmo, para proporcionar a todos os caçadorenses mais qualidade de vida. Nossa função é prestar serviços para os cidadãos, sempre de uma maneira mais rápida e com qualidade, em todas as nossas áreas de atuação.

Estamos enfrentando tempos atípicos, com incertezas, mas confiamos e muito em toda a nossa comunidade, que é pujante e trabalhadora, para enfrentar os desafios e sempre avançar.

Caçador cresce a passos largos, sendo um dos maiores exportadores de Santa Catarina e a 13ª economia. Temos, hoje, pleno emprego, e estamos abrindo, dia a dia, novos e importantes empreendimentos, além dos que já existem, que vêm ampliando e proporcionando mais oportunidades para todos.

E, continuamos avançando mais e mais, para atender mais e melhor, com mais serviços, mais investimentos, fazendo assim, uma Caçador mais bonita e organizada, preparada para o nosso futuro!

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