“Não podemos cair em novas armadilhas”, diz Gilberto Seleme sobre a falta de energia

Empresário e 1º vice-presidente da Fiesc declara que a situação pela que passa o município de Caçador com a falta de energia não pode mais acontecer



Todos os cidadãos caçadorense e da região que foram afetados pela queda de energia e o apagão que já contabiliza 60 horas, possui reflexos na vida das famílias, dos comerciantes e dos empresários. Caçador é um dos grandes polos econômicos industriais de Santa Catarina, e o empresário e 1º vice-presidente da Federação das Indústrias (Fiesc), Gilberto Seleme, se revela inconformado com a situação pela qual o município e as empresas estão passando pela falta de um plano B da Celesc para o fornecimento de energia.

Para o empresário, nestes dias a população está sentindo na carne o que aconteceu, com todos os transtornos gerados em suas residências, e o empresário também foi pego de surpresa, já contabilizando prejuízos. O acidente nas linhas de transmissão ocorreu há quase 200 quilômetros de Caçador e todos estão sem energia há 60 horas pela falta de planejamento da Celesc em deixar o município em um final de rede de energia e sem alternativas.

“Na indústria de transformação o prejuízo é muito grande, pelas incertezas sobre a previsão do retorno da energia e a falta de insumos, pois isso é uma cadeia produtiva. A indústria possui contratos para entrega de seus produtos para exportação e mercado interno, e terá que adiar, realocar containeres, pois os navios não vão esperar por Caçador. É uma bola de neve, um efeito cascata prejudicial. As autoridades demoraram muito para tomar posições e a programação para a indústria fica comprometida. O feriado de Corpus Christi em outras regiões permanecerá na quinta-feira, inclusive nos portos, e isso irá novamente comprometer”, avalia.

Gilberto Seleme comenta que a Celesc dizia possuir uma espécie de “anel”, que significa que com a falta de energia em uma região, teria como pegar de outras redes e suprir a necessidade. “Mas na nossa região este anel está rompido, pois somos final de linha, e isso causa prejuízos. É um momento muito difícil para as famílias, comerciantes, empresários. O danos são muito grandes e os responsáveis pela rede de energia sabiam que se um dia isso ocorresse, Caçador ficaria sem energia, mas a comunidade não sabia. E se a Celesc está jogando a conta para a empresa terceirizada, que rompa o contrato e busque uma empresa que possa dar o suporte em casos como este. No final do mês de junho temos agendada uma visita em Caçador do presidente da Celesc e será o momento da Prefeitura, Câmara de Vereadores e classe empresarial pedir quais serão os investimentos que a Celesc irá fazer para que no futuro não aconteça novamente o que estamos passando agora. A falta de previsão da retomada dos serviços também prejudica as indústrias, pois não é possível avaliar as ações de retorno com certeza, não é possível ter um planejamento”, destaca.

O 1º vice-presidente da Fiesc sabe que o empresariado caçadorense irá passar por mais este obstáculo, mas ressalta que situações como esta não podem mais ser admitidas.

“O empresário do Contestado é batalhador e vai superar mais este momento. Mas não podemos cair em novas armadilhas como esta. E acho que a Celesc, assim como todas as demais estatais que estão tendo lucros exorbitantes, devem investir em infraestrutura. Sofremos com buracos nas estradas, com logística, e agora essa falta de energia que não esperávamos. E a cidade mais afetada de todas essas sem energia na região foi Caçador. Somos a quarta economia de exportação de Santa Catarina e a 13ª economia de arrecadação de impostos no Estado. Não podemos ficar assim. A Celesc deve assumir a responsabilidade e já que o mal está feito, pensar daqui para frente para que não ocorra mais. E em nossas reuniões iremos pautar a energia como prioridade”, define Gilberto Seleme.

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