José Luiz Petri recebe homenagens em sua aposentadoria

Pesquisador deixa legado nos trabalhos em fruticultura, com destaque para as cultivares de maçã

Após 41 de dedicação em pesquisa dentro da Epagri, o engenheiro agrônomo José Luiz Petri se aposentou e foi homenageado por colegas e presidência da empresa. Ao todo, são 51 anos ligados ao setor da fruticultura brasileira, sendo um dos nomes mais importantes, e dentre tantas atividades para o desenvolvimento de tecnologias e cultivares, se destacou pela maçã Fuji Suprema, sendo a cultivar da Fuji mais plantada em todo o Brasil.

Petri iniciou sua carreira profissional como extensionista na Acaresc, que posteriormente daria lugar para a Epagri. Ao integrar a equipe de pesquisadores da EMPASC e da EMBRAPA, em Videira, na década de 70, trouxe consigo o senso de desenvolver pesquisa de demanda dos produtores para promover o desenvolvimento de fruticultura.



Ele comenta que as cultivares de macieira da época não conseguiam chegar a uma alta produtividade pois o clima não possuía o frio necessário. Então desenvolveram o início do trabalho da quebra de dormência para melhorar brotação, produtividade, buscando essa tecnologia em Israel. E todos são unânimes em dizer, que sem o desenvolvimento da tecnologia para quebra de dormência de macieiras, não haveria no Brasil produção de maçãs em escala “industrial”.

Suas pesquisas se concentraram com macieiras, mas contribui em pesquisas com várias outras espécies como pereira, pessegueiro, ameixeira, entre outros. A experiência na assistência técnica certamente o ajudou na escolha de um estilo de trabalho sempre conectado com os técnicos de extensão e produtores. Assim, sua carreira se destaca pela assistência técnica, treinamentos de técnicos e produtores além do desenvolvimento de pesquisas.

Petri soube interagir com vários grupos de pesquisadores do Brasil e do exterior e com os produtores de maçãs para aprimoramento de seu conhecimento e de seus projetos pesquisas e para difundir os  conhecimentos aos produtores e técnicos.

Sua permanência por tantos anos no interior, onde o fruticultor está, revela que seu trabalhado tem sido por gosto e paixão.

“O fundamental sempre foi manter o contato e o interesse em ver o produtor satisfeito, tendo uma remuneração e se mantendo na atividade. Espero que a nova geração faça mais ainda, porque é assim que se cresce”, disse o pesquisador, que mesmo aposentado, seguirá como professor e participante de eventos ligados a fruticultura.

(Com informações Epagri e RBV Rádios)

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