Escolas municipais de Caçador seguem atendendo apenas com 50% da ocupação

Apesar de decreto estadual autorizar que escolas atendam com 100% da capacidade, secretária de educação destaca que não há espaço adequado para o distanciamento

Um decreto publicado pelo governo de Santa Catarina, no Diário Oficial no início desta semana igualou as regras para a ocupação das escolas de todas as regiões do Estado. Com a mudança, as escolas de Caçador recebem permissão para funcionar com ocupação de 100%, mesmo ainda estando no nível gravíssimo, o vermelho na Matriz de Risco.
No entanto, após uma reunião realizada nesta segunda-feira (15), em Caçador, a secretaria de Educação definiu que as escolas seguem operando com apenas 50% da ocupação. “Nós temos autorização para aderir a capacidade 100% presencial de todos os alunos, desde que haja o devido distanciamento entre os alunos. Nós não conseguimos contemplar esta adequação, de atender 100% com o devido distanciamento. Não há espaço físico para que isso aconteça. Portanto definimos que o ensino em Caçador segue 50% presencial e 50% remoto”, explicou a secretária de educação de Caçador, Lenira de Cácia Carneiro.
Para que a unidade opere em 100% é necessário que haja um distanciamento de 1,5 m entre alunos e servidores. Se a unidade não tiver o espaço suficiente, deverá organizar estratégias de alternância entre os grupos, mantendo as atividades presenciais e remotas, como vem sendo realizado em Caçador.
Para o retorno das escolas municipais de Caçador, cada unidade elaborou um Plano de Contingência. Documento que foi homologado pelo Comitê Municipal de Gerenciamento da Pandemia.
De acordo com a última atualização do mapa de risco, publicada pela Secretaria de Estado da Saúde no sábado (13), 12 regiões estão no nível gravíssimo para Covid-19. Apenas o Alto Vale do Itajaí, Laguna, Carbonífera e Extremo Sul, seguem no nível grave. Não há regiões no alto ou moderado em Santa Catarina.
 

Aulas na rede estadual começam nesta quinta-feira

Nesta quinta-feira (18) ocorre o retorno das aulas na rede estadual de ensino, que também contará com uma série de regras. As aulas seguirão três modelos:
100% presencial: o primeiro será aplicado nas escolas que dispuserem de salas com infraestrutura adequada para realizar o distanciamento de 1,5 metro exigido entre as carteiras dos alunos;
Misto: caso a região onde está a escola estiver no nível gravíssimo da matriz de risco estadual, a unidade terá que atender no modelo misto, que incluirá a maioria dos alunos e funciona com alternância dos grupos que frequentam a escola, dividido em dois momentos: o “Tempo Escola” e o “Tempo Casa”. O primeiro consiste no atendimento presencial na unidade escolar, com turmas subdividas em grupos. Já as atividades pedagógicas que compõem o “Tempo Casa” podem ser realizadas com ou sem a mediação por tecnologias digitais, com orientação para que as escolas criem dinâmicas para que os estudantes sem acesso possam, sempre que possível, integrar-se às atividades em espaços disponibilizados na unidade;
Modelo 100% online: ele continua em 2021 para os cerca de 28 mil alunos da rede estadual que, comprovadamente, fazem parte de grupo de risco para Covid-19, assim como os professores. Ela também será ofertada para os pais que optarem por manter os filhos em casa.
Também haverá novidades no transporte escolar, onde as escolas, em conjunto com a rede municipal, deverão organizar o roteiro de circulação dos veículos para atender os modelos pedagógicos que estarão vigentes. A orientação é priorizar os agrupamentos de alunos presenciais por proximidade.
Já na alimentação, a secretaria manterá a entrega dos kits de alimentação escolar aos alunos, mesmo para aqueles que retornem às atividades presenciais em quaisquer dos dois modelos. O serviço de bufê, existente em algumas escolas em 2020, não será aplicado em nenhuma unidade.

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