Dia do Gari: Os desafios de manter a cidade de Caçador limpa

Do pátio onde ficam os dez caminhões ativos da Meio Oeste, os mais de 40 colaboradores se reúnem para organizar o roteiro do dia



No dia 16 de maio, ontem, foi comemorado o Dia Nacional do Gari e, em homenagem a estes importantes trabalhadores, a reportagem do Extra SC foi entender como funciona a rotina da Meio Oeste Ambiental, empresa responsável pela coleta de lixo em Caçador.
 
Do pátio onde ficam os dez caminhões ativos da Meio Oeste, os mais de 40 colaboradores se reúnem para organizar o roteiro do dia. Marco Antonio Simas, Gerente Operacional da Meio Oeste Ambiental, fica no escritório para acompanhar a saída das equipes da garagem e organizar o roteiro que cada setor irá seguir. “A empresa recolhe tanto orgânico quanto reciclável. Trabalhamos muito para prestar o melhor trabalho, um trabalho com excelência. Buscamos atender as demandas diárias para que a limpeza pública se torne cada vez melhor no município. Recolhemos o lixo tanto na área urbana quanto na área rural, e também fazemos limpezas extras quando vemos que tem algum lixo descartado de forma incorreta, seja nas rodovias ou em qualquer outro lugar”, explica Simas.
 
Em Caçador, os servidores que fazem a coleta de lixo pela empresa Meio Oeste Ambiental, somam 42 pessoas que atuam na coleta de resíduos, na condução dos caminhões e na parte administrativa. Eles desempenham um trabalho essencial para o funcionamento saudável de toda cidade, mas a população também precisa fazer a sua parte para manter a cidade de Caçador limpa.
 
“Cada dia é um desafio para estarmos prestando esse serviço de qualidade. Existem vários percalços no caminho, muitos que infelizmente acabam não colaborando, jogando qualquer tipo de resíduo fora do lugar adequado. Então se vemos que algo está fora do lugar saimos colhendo, varrendo e fazendo o possível para manter a cidade limpa”, disse Simas.
 
 Em época de pandemia existem ainda mais cuidados que a população deve tomar, principalmente na hora do descarte deste lixo produzido pela pessoa com Covid-19. Marco Simas, explica que desde que a pandemia começou a orientação tem sido colocar uma fita vermelha na sacola de lixo, pois dessa forma os coletores irão identificar e terão a exata noção para o manuseio e descarte do material durante a coleta.
 
“Essa atitude é simples e sem dúvida irá preservar a saúde dos nossos coletores e por consequência de muitos cidadãos, pois eles também poderão fazer o descarte correto do material. Todos possuem família e desejam voltar para casa após o trabalho sabendo que tudo correu bem”, ressalta Simas.
 
Ele ainda agradece a população que tem colaborado com a separação correta do lixo. “Também quero aproveitar a oportunidade para agradecer as pessoas que tem colabora com a separação correta. Com relação a lixo possivelmente contaminado, temos uma boa avaliação de que a população realmente tem colaborado”.
 
O principal pedido da classe agora é que todos se comprometam em colocar o lixo na rua obedecendo o horário de coleta, em embalagem resistente e, ainda, que em caso de materiais cortantes, como vidro quebrado, que seja feita uma embalagem especial para evitar acidentes.
 
“Temos o registro de muitos coletores que sofreram ferimentos devido a cacos de vidro descartados de forma irregular. Isso é muito complicado pois compromete o nosso trabalho, temos uma falha no efetivo e acaba comprometendo o resultado final de excelência pelo qual prezamos. Mas sabemos que aos poucos a população vai se conscientizando. A gente agradece a todos que nos apoiam, a população está cada vez mais próxima e valorizando o nosso serviço”, disse Simas.
 


Quem forma o efetivo da Meio Oeste Ambiental?

 
Mais do que trabalhadores, a equipe da Meio Oeste Ambiental é formada por um grupo que juntos compartilham o mesmo objetivo: Manter a cidade limpa. Leonardo Oliveira faz parte da equipe há 20 dias. “É muito gratificante ter um emprego e saber que meu trabalho faz a diferença na vida das pessoas. Sei que faço parte de um trabalho essencial”, destacou Leonardo.
 
Jhow Henrique está na empresa há três anos. Ele já passou por situações bem complicadas devido ao lixo descartado incorretamente. “Já tive cortes na mão, na perna. Geralmente chegamos para recolher o lixo rápido, e se está dentro da lixeira, não vemos o que tem dentro, e às vezes é caco. Então quando esse caco de vidro está solto, só no colocar a mão já nos cortamos. Às vezes a sacola de lixo bate na perna e causa o ferimento. Nós todos aqui queremos prestar o melhor trabalho possível. Vamos fazer tudo para deixar a cidade mais bonita e aconchegante!, disse Jhow.
 
O Thiago Varella está na equipe da Meio Oeste Ambiental há um mês. Antes disso, ele trabalhava na coleta do lixo em Videira. Experiente na área, sabe dos desafios e da importância do trabalho. “Estamos na correria todo dia para manter a cidade limpa é claro que temos muitos desafios. Entre esses desafios, quero aproveitar a oportunidade e pedir para que as pessoas guardem seus cachorros quando estivermos passando. Muitas vezes os cachorros atacam a gente, ou não deixam a gente pegar o lixo. Alguns até rasgam as sacolas com os resíduos. Já tive colegas que foram atacados por esses cachorros e isso complica nosso trabalho. E também com relação aos vidros. Se a gente se machucar, não conseguimos trabalhar. E somos pai de família, precisamos estar bem para trabalhar e não desfalcar a equipe”, destacou Thiago.
 


Sobre o Dia do Gari

 
Esta data tem o objetivo de homenagear os profissionais responsáveis em manter as ruas, praças e praias limpas de todo o lixo gerado naturalmente ou por ação do ser humano.
 
No Brasil os garis não recebem o devido respeito e visibilidade que merecem, pois é graças ao seu trabalho que os cidadãos podem viver em uma cidade mais limpa e bonita. É muito importante cada indivíduo fazer a sua parte e não jogar lixo nas ruas.
 
O termo "gari" surgiu em homenagem ao francês Pedro Aleixo Gary, que ficou conhecido por ser o fundador da primeira empresa de coleta de lixo nas ruas do Rio de Janeiro, em 1976.
 
Assim, os cariocas quando queriam que as ruas fossem limpas após a passagem dos cavalos, chamavam os "garis".
 

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