Com a confirmação pelo TSE da fusão entre PSL e DEM, nasce o União Brasil, o maior partido do Brasil. Mas dificilmente sairá da próxima eleição do mesmo tamanho que está entrando.
O UB, ao que parece será um partido de centro (aliás, com muitos políticos do Centrão) e como as coisas andam no Brasil, só estabelece quem se posiciona.
Os números do novo partido são gigantes: começa com 81 deputados federais (55 do PSL e 26 do DEM), mas não deve nem terminar a semana com as mesmas cadeiras no Congresso. Os bolsonaristas eleitos pelo PSL estão batendo em retirada para outras siglas.
O mesmo pode ocorrer com os oitos senadores (seis do DEM e dois do PSL). Quem segue o presidente Jair Bolsonaro é bom “já ir” se retirando, com o perdão do trocadilho infame.
Já com relação a grana e ao tempo de TV, isso não muda com a debandada dos parlamentares. O UB terá R$ 780 milhões de fundo eleitoral para gastar nesta eleição (R$ 486 do PSL e R$ 294 do DEM) e R$ 176 milhões de fundo partidário (sim, existem dois fundos – R$ 124 milhões do PSL e R$ 55 do DEM).
Com todos esses números positivos, o partido não tem candidato a presidente da República e se tiver estará longe de ser competitivo, porque a eleição está polarizada.

Cobalchini na prévia do MDB

O deputado Valdir Cobalchini entrou na disputa pela indicação do MDB como pré-candidato a governador. Numa ação que surpreendeu a muitos, ele registrou a sua candidatura para a prévia partidária, marcada para o dia 19 de fevereiro.
Ele disputa a indicação com o senador Dario Berger e com o prefeito de Jaraguá do Sul, Antídio Lunelli. Cobalchini afirmou que entrou na prévia a partir da desistência do deputado Celso Maldaner.
Cobalchini estava trabalhando a sua pré-candidatura a deputado federal, projeto que deve retomar caso não saia vitorioso na consulta interna do MDB.
Em 2014, quando era deputado licenciado e secretário de Infraestrutura, Cobalchini chegou a ser cogitado nas internas do MDB para ser o vice de Raimundo Colombo. Como poderia haver disputa, abriu mão para Eduardo Moreira, que já estava no cargo, e acabou se reelegendo deputado estadual.

Gean Loureiro candidato

O prefeito de Florianópolis, Gean Loureiro, anunciou nesta semana que o dia 31 de março é a data para a sua renúncia do cargo. É pré-candidato ao Governo do Estado pelo recém criado União Brasil.
Em seu lugar assume o vice Topázio Neto. Gean foi reeleito em 2020 com 53% dos votos, em primeiro turno, quebrando uma sequência de eleições decididas em segundo turno.

Renúncia
Caso confirme a sua intenção de concorrer a deputado estadual, 31 de março é a data para o prefeito Saulo Sperotto (PSDB) renunciar e passar a Prefeitura para o vice-prefeito Alencar Mendes (UB).

DEIXE SEU COMENTÁRIO