Há quatro anos, quando faltava pouco menos de um ano para a eleição de 2018, praticamente nenhum catarinense conhecia Carlos Moisés da Silva. Nas análises políticas parecia que Mauro Mariani, do MDB, e Gelson Merísio, do PSD, chegariam com facilidade ao segundo turno.
Na eleição, isso não ocorreu. Moisés passou Mariani e foi para o segundo turno com Gelson Merísio. E no segundo turno lhe aplicou uma derrota acachapante, com mais de 71% dos votos.
Agora estamos a praticamente um ano da eleição e de certo parece que temos até agora dois candidatos: Carlos Moisés da Silva, o desconhecido que tomou gosto pela política, e o senador Jorginho Mello, do PL, que busca o apoio do presidente Jair Bolsonaro.

Tríplice aliança
Na eleição de 2006, quando foi para a reeleição, Luiz Henrique manteve o PSDB, seu aliado de 2002, e levou junto o então PFL, da Bornhausen e Colombo, formando o que chamou de “tríplice aliança”.
Não há dúvida que Luiz Henrique tinha uma capacidade impar de articulação. Mostrou isso ao longo dos 16 anos que seu grupo político esteve à frente do Governo do Estado.
Passados 16 anos dessa articulação, essas forças políticas podem se reaglutinar novamente em Santa Catarina. De um lado, podem estar MDB, PSD e PSDB num projeto de reeleição do governador Carlos Moisés.
Do outro lado, poderá estar novamente o senador Esperidião Amin, do PP, derrotado por Luiz Henrique nas eleições de 2002 e 2006. Basta para isso que o presidente Bolsonaro filie-se ao PP oxigenando a campanha de Amin.

Outros nomes
Além de Carlos Moisés e Jorginho Mello, que parecem definidos para o Governo do Estado, ainda há três nomes no MDB: Celso Maldaner, Antídio Lunelli e Dario Berger.
Outros três no PSD: João Rodrigues, Raimundo Colombo e Napoleão Bernardes.
Temos também Gean Loureiro, do DEM, Fabrício Oliveira, do Podemos, e Gelson Merísio, do PSDB.
Ainda temos pelo menos dois no PP: Esperidião Amin e Juarez Ponticelli.
E ainda o grupo de esquerda, que tem nomes como Jorge Boeira, filiando-se ao PSB, Decio Lima, do PT, e Professor Elson, do PSOL.
São nomes que estão na especulação, mas a maioria estará fora do pleito porque não existe lugar para todos.

A urna da Estação Experimental


Com as mudanças no zoneamento eleitoral, não sei se ainda existe urna na Estação Experimental da Epagri. Mas existia. E essa urna protagonizou uma das histórias mais curiosas da política de Caçador.
Em 1996, o então deputado Reno Caramori e o ex-prefeito Onélio Menta disputaram a Prefeitura. Reno parecia favorito para vencer aquela eleição, mas quanto mais o pleito se aproximava era possível ver o crescimento de Onélio Menta.
O MDB fez uma campanha inteligente, comparando as administrações de Reno, que foi prefeito de 1977 a 1982, e Menta, que o sucedeu de 1983 a 1988. Indiscutivelmente, Menta teve uma administração melhor, cujos motivos não vou tratar nesse texto.
A apuração dessa eleição – a última sem urna eletrônica- foi no ginásio do Sesi e durante toda a noite os dois candidatos se alternavam na liderança da contagem.
Ambos os partidos tinham apurações paralelas, o que só aumentava a confusão de informações. Já era madrugada, faltava apenas uma urna, e não dava para cravar quem seria o vencedor.
A urna que faltava era exatamente a da Estação Experimental, onde votavam os moradores da Linha Caixa d’ Água.
O contabilista Antonio Schmitz, coordenou a campanha de Onélio Menta e comandava a operação paralela do MDB.
Quando a urna começou a ser apurada, ele me disse. O Reno ganhou a eleição. Pelas nossas contas, está com 61 votos na frente e o Menta não vai conseguir tirar em apenas uma urna.
Mas, o que parecia impossível para o Schimitão, aconteceu. Onélio Menta tirou 70 votos de diferença e venceu Reno Caramori por apenas nove votos, na eleição mais disputada da história de Caçador.

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