Não é preciso descobrir a América para ser um Colombo de respeito. Ex-governador de Santa Catarina, após fechar seus dois mandatos com uma boa avaliação, Raimundo Colombo concorreu ao Senado Federal e não se elegeu. Mas sempre manteve um olhar atento ao andamento político/administrativo do Estado e durante todo este período esteve junto aos membros do Partido debatendo ações e percorrendo as regiões. Nas redes sociais critica sempre que preciso a ausência de ações do atual do Governo do Estado.

Pré-candidato pelo partido para retornar ao governo de SC, em reunião esta semana o ex-governador ressaltou algumas das principais ações de seu período à frente do Governo do Estado, destacando a política de não aumentar impostos, a geração de emprego, a abertura de novos mercados internacionais para a carne suína e o pioneirismo na reforma da previdência.

E deixou um recado em suas redes sociais sobre o posicionamento do partido diante do governo de Carlos Moisés. “Encerrada reunião com prefeitos, vices e bancada do PSD. Sobre o Governo de SC, reiterei que o trabalho do PSD deve ser de construção em tudo que é pelo bem dos catarinenses. Mas não cabe alinhamento político. Nesse quesito, o lugar do PSD é onde o povo de SC nos colocou: na oposição”, disse Colombo.

Prévias do MDB ainda sem data

Devido a pandemia o MDB acabou prorrogando a realização das prévias para definir quem será o candidato ao Governo do Estado em 2022, tendo três nomes na disputa, o deputado federal Celso Maldaner, o senador Dário Berger e o prefeito de Jaraguá do Sul, Antídio Lunelli. O ato estava marcado para 15 de agosto. Até o momento não foi divulgada nova data.

Cenário

As eleições ao governo de Santa Catarina para 2022 começam a tomar algumas formas. O atual governador Carlos Moisés, depois do choque de dois pedidos de impeachment parece tem entendido que a política não se faz sozinho, e passou a movimentar redes sociais, viajar para verificar obras, assinar contratos, e fortalecer seus vínculos principalmente com os deputados. Mas o jogo para ele será pesado. Como já escrevi, vejo o alinhamento do ex-governador Raimundo Colombo (PSD) para uma possível candidatura, assim como o MDB que deverá vir com força.

Ai alguns podem dizer – “estes são velhos políticos”. Para mim, a chamada velha política já deixa saudades para o bom andamento de um governo. Basta ver pelas diversas declarações insanas do presidente Bolsonaro e desdenho na compra de vacinas, deixando o país para trás no índice de imunização mundial. Ou aqui no Estado a ausência de política construtiva com Moisés, seja com a Alesc, empresários, etc. Foram duas apostas da população, buscando o tal do “novo”. As vezes, a velha política traz ao comando a experiência, o pé no freio, o saber como administrar. Ser um gestor público, não é ser uma cara nova nas urnas, é saber fazer.

Tomógrafo para o Hospital Maicé

Um pedido antigo vai sair do papel. O Hospital Maicé precisa com urgência de um novo tomógrafo para atender a população não somente do município, mas por ser referência regional em saúde. Esses argumentos foram ouvidos pelo secretário de Estado da Saúde, André Motta Ribeiro em sua passagem por Caçador na sexta-feira passada a convite do deputado Valdir Cobalchini (MDB). O pedido foi feito pelo deputado juntamente com empresários que compõe o Conselho Consultivo do hospital e mais a diretoria do Maicé. Como disse Cobalchini em suas redes sociais, o secretário André Motta gosta de afirmar que não faz promessas, mas assume compromissos. E este compromisso com Caçador e região está assumido.



Só um parabéns
Quando concluí a faculdade em 2002, meu primeiro trabalho no jornalismo foi na Folha da Cidade, jornal caçadorense do então vereador Telmo Silva. Lá encontrei como editor chefe Frutuoso Oliveira, com quem já tinha contato antes, mas poucas palavras.

Ali aquilo que era teoria de cadeira universitária começou a se tornar prática. E parafraseando Frutuoso, minhas primeiras mal traçadas linhas foram acompanhadas por ele, dando dicas, reorganizando ideias, e me pautando para as notícias do dia. Ainda na época em que nossa ferramenta era o email e muita conversa presencial, nada de zap zap.



Depois de um tempo fui trabalhar para o Governo do Estado, também com indicação dele, que seguiu seu rumo então para Florianópolis. Não voltou mais, continuou na comunicação, estudou mais ainda e tornou-se um dos grandes especialistas em marketing político. De lá pra cá lançou obras sobre este tema além das mais diversas atuações com palestras e lives durante a pandemia.

Agora Frutuoso Oliveira lança mais um livro, e este eu me recordo de ter lido o primeiro conto quando ele publicou no facebook e segui acompanhando as demais publicações. Como mente vazia é oficina do capeta, durante a pandemia além das lives ele se ocupou em relembrar tudo que já passou na política catarinense, os bastidores, o convívio com diversas personalidades do meio. E dai saiu o “Conversas em Biguaçu”, obra que traz de forma bem humorada um pai de santo que incorpora o governador Luiz Henrique e primeiramente dá conselhos ao atual governador Carlos Moisés. Mas a coisa tomou corpo e LHS já puxou a orelha de muitos outros políticos também. Tudo isso você encontra em mais esta obra do amigo Frutuoso. Parabéns pelo seu sucesso e que Deus continue abençoando suas mal traçadas linhas.

DEIXE SEU COMENTÁRIO