Hoje, mais do que nunca, quando se trata da formação de pessoas, família e escola precisam caminhar juntas. O conceito errôneo de que a escola é a responsável pela educação tem distanciado esses dois eixos. A parceria família/escola é indispensável na formação: a família educa, a escola ensina. No livro ‘Quem sabe faz a hora’, sobre iniciativas decisivas para gestão e liderança, o filósofo Mario Cesar Cortela lembra: “Cabe destacar que nem tudo que vem do passado é ultrapassado. Muita coisa precisa ser levada adiante”, escreveu.
O rápido avanço da tecnologia, por vezes, tem desprezado velhas técnicas e conhecimentos, como se tudo estivesse ultrapassado. Com isso, hábitos saudáveis e de valor foram deixados de lado. Com a seletividade, às vezes até discriminativa, corremos risco de - pensando estar agindo certo - ‘jogar fora a água do banho com a criança junto’. Às vezes erramos na escolha das pessoas com quem vamos conviver. Isso, creio, motivou o alerta de Paulo: “Não se deixem enganar: as más companhias corrompem os bons costumes" (1 Co 15.33). O apóstolo lembra: “Vocês serão enriquecidos de todas as formas, para que possam ser generosos em qualquer ocasião” (2 Co 9.11).
Aquilo que aprendemos e realizamos, por certo, valoriza o que vivemos hoje. O passado deve trazer lembranças e apoio para a vida pessoal, familiar e profissional. Podemos perceber quantas coisas boas já foram realizadas e, assim, seguir em frente. A fé em Cristo ensina a olharmos para frente com mais confiança. A memória do passado encoraja o presente e dá esperança para o futuro. É o que confessa o salmista: “Lembro-me, Senhor, das tuas ordenanças do passado e nelas acho consolo” (Salmos 119.52). Precisamos de equilíbrio no aprendizado e ações: coragem, fé e esperança. Sem desprezar o que passou, devemos receber o novo, com humildade.
A bíblia lembra que “o temor do Senhor ensina a sabedoria, e a humildade antecede a honra” (Pv 15.33). Aprendemos que a ‘vida se renova a cada manhã’. Assim, devemos atualizar sabiamente o conhecimento, dispostos para fazer o que é certo e necessário, conforme orientação bíblica: “Pois tudo o que foi escrito no passado, foi escrito para nos ensinar, de forma que, por meio da perseverança e do bom ânimo procedentes das Escrituras, mantenhamos a nossa esperança. O Deus que concede perseverança e ânimo, dê-lhes um espírito de unidade, segundo Cristo Jesus” (Rm 15.4,5). Certamente, até podemos dizer: quem sabe faz a hora!
Oremos como o salmista: “Ensina-me o teu caminho, Senhor, para que eu ande na tua verdade; dá-me um coração inteiramente fiel, para que eu tema o teu nome” (Sl 86.11). Deus nos abençoe sempre, com graça, saúde e paz!

Elias Colpini – pastorelias@conection.com.br

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