Para quem gosta e acompanha a política caçadorense há anos, com certeza já presenciou ou ouviu falar dos discursos do agora saudoso Osvaldo Olienik. Pude presenciar, e posso dizer que era um momento impar dentro das reuniões políticas onde ele estava presente.

Adorado e respeitado pela alta cúpula do MDB brasileiro, Seu Osvaldo tem inúmeras participações memoráveis em campanhas políticas, onde o seu entusiasmo era o que mais chamava a atenção quando lhe era passado o microfone para discursar.

Prestei serviços de comunicação para o PMDB e MDB por alguns anos e estive ao lado desse mestre da política em eventos. Tive o prazer de trabalhar com um de seus filhos também, o ilustre Cuco, a quem deixo meu pesar pela passagem de seu pai, estendendo a sua família.

Fica a memória do homem que fundou o partido em sua cidade, construiu uma carreira política e parte deixando somente boas lembranças.

O taura

Certa vez em uma passagem do então governador Luiz Henrique da Silveira por uma cidade do Extremo Oeste Catarinense, alguém de família humilde quis fazer um agradecimento ao governador pelas obras executadas, e então escreveu em um papel e pendurou na cerca: “Obrigado governador, o senhor é o Taura”.



Taura no regionalismo gaúcho se diz para a pessoa que é arrojada, destemida, etc. E não se assustem se este termo voltar a aparecer pendurado em cercas da cidade de Lebon Régis. Talvez não com a mesma palavra, mas com o mesmo sentido de agradecimento pelo que o prefeito reeleito Douglas Mello (PDT) vem fazendo pelo município.

Durante a passagem do governador Carlos Moisés por Lebon Régis na quinta-feira passada, o prefeito foi muito elogiado por todos da comitiva, incluindo os deputados presentes. Disseram que Lebon Régis era uma cidade de estrada de chão antes de Douglas, e que agora as ruas são pavimentadas. Isso para dar um exemplo, perante as várias obras executadas pelo atual chefe do executivo no setor da educação, saúde e infraestrutura.

O jovem de 44 anos está dando exemplo de como administrar e elevar o patamar de um pequeno município, ainda mais se tratando da região mais carente de Santa Catarina, se levados em consideração IDH, renda per capta, entre outros.

Guardem esse nome.

Superávit catarinense

Em todos os discursos do governador Carlos Moisés durante sua passagem por Lebon Régis e Caçador na quinta – feira (18), inclusive na coletiva de imprensa, escutei ele dizer que entrou no Governo em 2018 com um déficit de R$ 1,2 bilhão, passou para um superávit de R$ 161 mil em 2019 e fechou 2020 com superávit de R$ 1,8 bilhão, dando a volta completa na dívida por meio de revisão de contratos, investimentos somente onde era realmente necessário e corte na folha com cerca de 2 mil cargos comissionados sendo extintos.



Outro dado apresentado por Moisés, é que o Governo do Estado tem para os próximos dois anos, uma projeção de investimento em torno de R$ 10 bilhões. Agora é erguer as mãos para o céu e aguardar se aqui no Meio Oeste isso se transforma em obras e ações. Por hora, temos apenas o discurso e uma quirera que caiu para os prefeitos da região através das emendas impositivas pagas pelo Governo, mas que existem pela indicação dos deputados.

Investimento na BR-470

Após surgir a notícia de que o governador do Estado havia manifestado interesse em contribuir com R$ 200 milhões dos cofres estaduais para auxiliar nas obras da BR-470, houve manifestação negativa de diversos deputados estaduais entre outros setores dentro de Santa Catarina. Para eles, rodovia federal deve ser mantida pelo Governo Federal.

Mas Carlos Moisés pensa diferente e disse na coletiva de imprensa em Caçador, que não faltarão recursos para as obras necessárias nas rodovias estaduais, citando até mesmo a nossa região Meio Oeste. Com isso, quis dizer em outras palavras, que provavelmente irá contribuir com o Governo do Estado na revitalização da BR-470. Outro argumento do governante é que a BR é importante via de acesso aos portos de Santa Catarina para escoamento da produção assim como possui inúmeros municípios as suas margens, e que por conta destes fatores, os investimentos acabam retornando para o Estado por conta da atividade que agrega no desenvolvimento da região. Tem gente que gostou e gente que não gostou.

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