O ano político já começou e no Brasil em Santa Catarina. Especulações e articulações estão ocorrendo em todas as frentes políticas. O cenário é de jogo aberto. Estamos a menos de nove meses do primeiro turno, marcado para 2 de outubro, e o quadro é totalmente indefinido. Na coluna de hoje, que retorna após as férias, vamos traçar um panorama do que está ocorrendo com os principais atores dessa novela chamada política.

CARLOS MOISÉS

O governador Carlos Moisés da Silva (sem partido) que passou 2019 e 2020 com grandes turbulências, começou acertar o cargueiro em 2021 e entra 2022 como um dos favoritos a conquistar uma vaga ano segundo turno do pleito.
Tudo indica que ele terá o MDB como seu aliado na eleição. O que ainda não está claro é se ele vai se filiar ao partido do 15 ou tentará um partido menor para ter um grande arco de alianças. Se ocorrer a segunda hipótese, o vice deverá sair do MDB com grandes chances do deputado federal Celso Maldaner (MDB) ser o indicado.
Moisés trabalha ainda para ter o PSDB na sua aliança e não descarta nem mesmo o PP, que é uma possibilidade mais remota.


JORGINHO MELLO

O senador catarinense luta para se afirmar como o candidato do presidente Jair Bolsonaro(PL) em Santa Catarina. Como ambos são do PL, a dobradinha é certa. Bolsonaro, de acordo com as pesquisas, vive seu pior momento no Governo, mas ainda é muito forte em Santa Catarina. Se o presidente Bolsonaro mantiver sua legião de fãs no Estado, poderá levar Jorginho Mello ao segundo turno. Se a sua popularidade cair, como ocorre em grande parte do Brasil, o político do meio-oeste vai enfrentar dificuldades.
Jorginho sonha com um vice do PP, que lhe agregaria tempo de TV e aliados pelo Estado, mas essa possibilidade parece cada vez mais remota de ocorrer.

ESPERIDIÃO AMIN


Maior nome do Progressistas em Santa Catarina, Esperidião Amin tem dito que será candidato ao Governo. Se ocorrer será a quinta vez. Até agora venceu duas e perdeu duas.
Mesmo que muitos não acreditem na candidatura do senador, parece que ele não terá outro caminho a seguir, sob pena do partido acabar no Estado e a sua família perder postos importantes.
Hoje, o PP tem cinco cargos eletivos no Estado: três deputados estaduais, uma deputada federal e um senador. O curioso que dos cinco, três pertencem a família Amin. Se não tiver candidato na cabeça de chapa, a tendência é diminuir ainda mais a votação na proporcional, dificultando a reeleição de Angela Amin e de João Amin.


DARIO BERGER


O senador está de malas prontas para deixar o MDB, onde não tem espaço, e abrigar-se no PSB para ser o candidato da frente de esquerda no Estado. Na capital, comenta-se que a dupla deverá ser Dario Berger na cabeça e Luciane Carminatti (PT) de vice.


GEAN LOUREIRO


O prefeito da Capital, Gean Loureiro, deverá ser candidato ao Governo do Estado. Já tem até data marcada para a renúncia da Prefeitura. Hoje, trabalha para consolidar o União Brasil (fusão do PSL com DEM) no Estado e formar chapas de deputado federal e estadual.
Gean circula bem com grupos do PSD, ala do ex-governador Raimundo Cololmbo, e do Podemos, através do ex-deputado Paulo Bornhausen.


RAIMUNDO COLOMBO


Percorrendo o Estado e dirigindo suas baterias contra o governador Carlos Moisés, o ex-governador Raimundo Colombo (PSD) busca um espaço no cenário atual para ser candidato a governador ou senador.
Como seu partido está dividido entre candidatura própria e apoiar Carlos Moisés, dificilmente ele emplacará a tentativa de voltar à Casa da Agronômica. Hoje eu apostaria que ele seria candidato ao Senado.

OUTROS NOMES
Gelson Merísio, hoje filiado ao PSDB, mesmo tendo ido ao segundo turno no último pleito parece distante da eleição de 2022. Ainda é o nome dos tucanos, mas existe uma grande tendência dentro do partido de fechar com Carlos Moisés.
Ex-deputado Decio Lima (PT) deverá concorrer a deputado federal. O PT no Estado dará o vice ao PSB. Outro que deverá ficar fora da eleição é o prefeito de Jaraguá do Sul, Antídio Lunelli. O MDB hoje está muito próximo de Carlos Moisés.

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