Faz algum tempo que publiquei uma ilustração no boletim de uma das igrejas que pastoreei. Encontrei o relato online no blog ‘ejesus’. Conta-se que a história chegou a fazer parte de trilha sonora gravada por Bill Medley e Neil Diamond, entre outros. Estou publicando de novo o testemunho, esperando a apreciação dos leitores da coluna.
O relato fala de um missionário americano que caminhava pelas ruas centrais de uma cidade chinesa. Chamou-lhe a atenção algumas crianças que carregavam outras crianças menores nas costas. Ao mesmo tempo que as carregavam, brincavam e se divertiam. ‘Deve ser muito ruim ter que carregar um fardo tão pesado enquanto brinca’, disse o americano tentando ser simpático, a um pequeno menino. ‘Ele não é nenhum fardo, ele é meu irmão’, disse o garoto. ‘Sua atitude mostra o quão nobre e cavalheiro você é’, reconhece o missionário, dando-lhe uma quantia em dinheiro para que comprasse algo para ele e o irmão.
Ao retornar para casa, o missionário disse à sua família: ‘Um pequeno menino chinês me ensinou o significado mais completo das palavras: ‘levai as cargas uns dos outros’. Ele contou sua conversa com o menino e acrescentou: ‘Se um menino chinês pode carregar e cuidar de seu irmão sem considerá-lo um fardo, nós também devíamos não considerar um fardo o transportar nossos irmãos, mais fracos e necessitados, que nos procuram buscando ajuda’.
O texto bíblico citado pelo missionário da ilustração é uma recomendação do apóstolo Paulo aos cristãos da Galácia, localizada na região onde hoje está a Turquia: “Levem os fardos pesados uns dos outros e, assim, cumpram a lei de Cristo” (Gálatas 6.2). Qual tem sido nossa atitude diante de irmão ou irmã que vem buscar socorro? Temos estendido a mão oferecendo o nosso melhor possível? A recomendação é que devemos ter alegria no coração por podermos ajudar. Podemos praticar os ensinos de Cristo ou ignorar, considerando um fardo que tira a liberdade de cuidar de nossas próprias coisas.
Solidariedade é grande prova de fé. Ser solidário é a base da maioria das religiões; a solidariedade pode transformar a vida de quem recebe e de quem doa. Cristãos devem praticá-la como testemunho de fé, pois são criados à imagem de Deus. O ato solidário reconhece no outro um igual ou irmão. O Novo Testamento ensina: “Se alguém afirmar: Eu amo a Deus, mas odiar seu irmão, é mentiroso, pois quem não ama seu irmão, a quem vê, não pode amar a Deus, a quem não vê. Ele nos deu este mandamento: Quem ama a Deus, ame também seu irmão” (1 João 4.20,21). Vivendo assim, sejamos abençoados enquanto abençoamos.
Elias Colpini – pastorelias@conection.com.br

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