Sabemos que não caminhamos totalmente sem rumo ao desconhecido, mesmo assim o futuro é quase sempre temido pelas incertezas. A Bíblia nos garante que: “A vereda do justo é como a luz da alvorada, que brilha cada vez mais até à plena claridade do dia. Mas o caminho dos ímpios é como densas trevas; nem sequer sabem em que tropeçam” (Provérbios 4.18,19). Viver é ser aprendiz.

Deus é o criador, mas não sabemos todas as coisas sobre seus propósitos: “Ele fez tudo apropriado a seu tempo e pôs no coração humano o anseio pela eternidade; mesmo assim não conseguimos compreender inteiramente o que Deus fez” (Eclesiastes 3.11). “...Habito num lugar alto e santo, mas habito também com o contrito e humilde de espírito, para dar novo ânimo ao espírito do humilde e novo alento ao coração do contrito” (Isaías 57.15).

Na expressão ‘para sempre’, encontrada no texto sagrado, temos a ideia de eternidade. A igreja é formada de pessoas do presente, mas também do futuro. Cristo disse que iria preparar uma casa ao lado do Pai e que voltará para nos levar para aquela morada. Em sua epístola o apóstolo Paulo orienta: “Pois o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor” (Romanos 6.23)

O futuro é mais do que ideia que mantemos no pensamento; ele é concreto e com marcas distintas. Se vamos morar com Cristo na casa do Pai por toda a eternidade, devemos praticar hoje os valores do Reino de Deus. É estranho alguém que deseja morar com o Pai na eternidade não querer fazer sua vontade aqui na terra. Jesus promete aos discípulos: “Eu lhes asseguro: Quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou, tem a vida eterna e não será condenado, mas já passou da morte para a vida” (João 5.24).

Aprendizado para o futuro é muito importante, especialmente para os desesperançados. Há muitas pessoas morrendo sem esperança, que passaram a vida distante de Deus. Como fazê-las conhecedoras que na casa do Pai tem muitas moradas? Quem sabe que vai morar lá precisa anunciar, com amor e bondade, as virtudes do Pai. Isso deve ser ensinado e vivido, pois o testemunho falará mais alto para muitos. “Assim diz o Senhor: Não aprendam as práticas das nações nem se assustem com os sinais no céu, embora as nações se assustem com eles” (Jeremias 10.2).

Sejamos confiantes aprendizes do futuro, preparando outras pessoas para a eternidade. Se isso anima a nossa esperança, devemos sempre crer que ‘o futuro a Deus pertence’. Assim, continuemos na bênção da vida.

Elias Colpini – pastorelias@conection.com.br

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