Com o falecimento, em maio, do empresário Salézio Kindermann, o futebol feminino em Caçador também começou a morrer. Seus familiares, que não são do ramo, decidiram fechar o time após a desclassificação na Copa Libertadores da América. Essa decisão já estava tomada.
Os herdeiros do Salézio têm suas razões. Quem gostava de futebol e vivia para o futebol era ele. Sem ele no comando não faz mais sentido manter o time. Triste para Caçador que viu tantas vitórias e tantas atletas sendo reveladas.
Mas assim é a história. Ninguém é para sempre. Mas seus feitos são perpetuados pela própria história que insiste em transformar seus agentes em apenas parte dela.
Salézio será eternamente o maior entusiasta do futebol de Caçador e um dos maiores dirigentes esportivos de Santa Catarina. Seu legado permanecerá para sempre.
Não apenas como pioneiro do futebol feminino, tanto em campo quanto em quadra, mas do futebol como ele é. Foi sobre seu comando que Caçador teve times brilhantes nas décadas de 1970 e 1980 e depois nos anos 2000.
Foi sob o comando de Salézio que a então Caçadorense ganhou o único título estadual de futebol do nosso município, em 1989, ao vencer a segunda divisão.
É de se lamentar que Caçador não terá mais o futebol feminino. Ao menos que alguém assuma essa bronca. Mas, ao mesmo tempo, é de se comemorar pelas vitórias e alegrias que o esporte nos trouxe e manter viva a história do Salézio Kindermann.
Já escrevi quando da sua morte. Não que o prefeito e médico Carlos Alberto da Costa Neves não seja merecedor de seu nome no estádio municipal. Mas ele já é homenageado no aeroporto.
Se eu fosse vereador apresentaria um projeto colocando o nome do estádio de Salézio Kindermann.


DEIXE SEU COMENTÁRIO