Essa história não é o que vossas mentes poluídas pensaram. O ex-deputado Gervásio Silva, ou simplesmente Gegê, morreu domingo passado, aos 65 anos, deixando consternados seus amigos e conhecidos. Era uma figura sensacional. Político raiz, protagonizou várias histórias engraçadas da política catarinense.
Conheci o em 1998, quando disputou a primeira eleição de deputado federal. Antes de ele fazer a cirurgia bariátrica. Nessa época eu trabalhava na campanha do deputado estadual Reno Caramori e ele fez uma dobradinha com Gegê, aqui na região do Vale do Rio do Peixe.
PP, que na época era PPB, disputava a eleição coligado com o então PFL. Esperidião Amin foi eleito governador, tendo Paulo Bauer, do PFL, como vice. Aqui na região a turma do PFL apoiava Caramori para deputado estadual e como contrapartida ele pedia votos para os federais do PFL, Gegê e Pedrinho Bitencourt.
Fizemos uma reunião, na sede social da Reunidas, com as equipe de trabalho do Reno Caramori e do Gervásio Silva. Depois rolou uma janta e uns tragos. Na hora de ir para casa, Gegê e o seu assessor Jacobus – também já falecido - não haviam reservado hotel. Em Caçador, naquela época, havia apenas três hotéis e estavam todos praticamente lotados.
Conseguimos no antigo Hotel Ronda um quarto com duas camas de solteiro. Jacobus decidiu dormir no hotel. Gegê sequer cabia na cama de solteiro. Naquela altura da noite, só havia uma solução. Lembro que estávamos com um Tempra – era um carrão na época – eu e o então vereador Telmo Francisco da Silva, que apoiava Gegê.
Partimos os três para o motel Status. A chegada foi estranha. Telmo, que estava dirigindo, foi logo explicando para a recepcionista:
- Apenas queremos deixar uma pessoa dormindo aqui, porque na cidade não tem hotel. Amanhã cedo voltaremos para buscar.
E assim entramos no motel levando o nosso amigo Gegê que ficou dormindo lá, confortavelmente em uma cama redonda rodeado de espelhos. E nós fomos dormir em nossas casas.

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