"Vivemos uma guerra, é um pedido humanitário", diz Secretário de Saúde de Caçador

Novo Secretário que assumiu o posto na semana passada pede para que jovens tenham amor no coração ao tomarem ações neste momento de pandemia

O secretário de Saúde de Caçador, Roberto Marton, destacou, em entrevista coletiva na tarde desta terça-feira, 12, a lotação máxima dos leitos destinados para Covid no Maicé. 
“Precisamos de ajuda, principalmente dos nossos jovens, que querem e podem fazer um mundo melhor junto com a gente”, conclamou Roberto, ressaltando a necessidade de que a comunidade cumpra as orientações dos órgãos de Saúde. 
“É necessário que todos tenham consciência social e mobilização. Uso de álcool gel e higienização das mãos, distanciamento social e uso de máscaras”, reforçou Roberto. 
UTI Covid lotada
“Já esperávamos que teríamos um pico da doença, devido às festas de final de ano. Temos 22 leitos com respiradores e estão todos lotados”, completou Roberto.
“Precisamos das pessoas ao nosso lado. As ações técnicas sendo adotadas, dentro dos protocolos, mas as pessoas precisam acreditar que é o momento agirmos em conjunto. Nenhuma ação de repressão funciona mais do que a conscientização”, acrescentou o secretário. 
Faltam profissionais
A falta de profissionais para atender nos leitos Covid afeta Caçador, mas também todo o Brasil. “Muitos profissionais estão sendo afastados e não existem mais no mercado de trabalho para repormos. Isso porquê não é qualquer profissional que vai poder trabalhar na UTI Covid, por exemplo, precisa ser especialista e não existem mais disponíveis”, revelou Roberto. 
Pico pode piorar na semana que vem
Roberto também fez questão de enfatizar que este pico que Caçador e o Brasil estão vivendo é referente às festividades de Natal. “E a semana que vem será muito pior, por causa do ano novo, quando as pessoas saíram e se aglomeraram”, destacou o secretário. 
Ações antecipadas
O secretário salientou ainda que a direção do hospital Maicé se antecipou nas ações, sabendo que a situação estaria pior neste momento. “Então, além dos 12 leitos de UTI, foram abertos mais 5 com respiradores na Emergência, além de outros 5 na Ala Clínica. E foram solicitados ainda mais respiradores para o Governo do Estado, que estamos aguardando a chegada. Mas, o hospital Maicé, através da sua direção, se organizou e fez o possível. Volto a ressaltar: faltam profissionais para atender a toda essa demanda”, acrescentou. 
Pedido humanitário
“Nós adotamos e estamos seguindo todos os protocolos. Agora, nosso pedido é humanitário: para que as pessoas tenham consciência, amor e respeito à vida. Porque o que acontece é que a pessoa vai, se diverte com os amigos, sem máscara, chega em casa e contamina a mãe, o pai, a família. Nós estamos fazendo o máximo para atender, mas não podemos fazer o impossível”, finalizou Roberto.

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