Triste estatística: 2019 começou com mais de 20 casos de feminicídios

Com maior respaldo da Justiça e penalidades ainda mais severas, os casos de violência contra a mulher são notificados e enquadrados como feminicídio. As denúncias aumentaram em 30%, mas a quantidade de ocorrências é desesperadora

Criada em março de 2015, a Lei do Feminicídio - nº 13.104, tipifica os crimes de ódio contra a mulher; desta forma, o crime de homicídio simples (que prevê de seis a 20 anos de prisão) passa a ser considerado homicídio qualificado e entra para o rol dos crimes hediondos, com pena de 12 a 30 anos e é inafiançável. 
O Brasil tem acompanhado diversos casos de atentado a integridade e a vida da mulher; sempre causados por maridos/namorados ou ex-companheiros que não aceitam a separação. Em 2018, o Ligue 180 registrou 92.323 denúncias (em 2017 foram 73.699). Mas isso não quer dizer que os crimes diminuíram. Entre julho e dezembro de 2017 foram 24 assassinatos; o mesmo período em 2018 registrou 39. As tentativas de feminicídio saltaram de 2.749 para 4.180 (alta de 46%). 
Para a Dra. Christiane Faturi Angelo Afonso isso é reflexo de uma sociedade machista, na qual o homem acredita ter controle total sobre a mulher, e ainda, a enxerga como objeto de controle. “Ao sentir que perde as rédeas da relação, o sentimento de raiva e ódio acomete aquele que pratica o crime. Não existe o respeito e, tampouco, o afeto. É posse mesmo”, explicou a advogada. “Segundo o Ministério Público, no Brasil são registrados oito casos de feminicídio por dia. E ter um canal de denúncias é fundamental para que haja uma redução ou, quem sabe, extinga crimes deste tipo”, falou Dra. Christiane. 
Além do Ligue 180 – que funciona 24 horas por dia e recebe denúncias anônimas –, quem quer fazer denúncias também pode optar por qualquer delegacia. Com o B.O – Boletim de Ocorrência – em mãos, é possível entrar com uma medida protetiva sob a Lei Maria da Penha e, com isso, evitar um fim trágico. 
“Infelizmente, em muitos casos, a mulher é dependente do marido (seja financeiramente ou afetivamente) e, portanto, tem medo dos prejuízos ainda maiores que uma separação pode causar. Quando o caso é com casais já separados, isso pode envolver o excesso de agressividade do marido, que pode ameaçar não somente a vida dela, como das pessoas que ela ama. Então, por diversas vezes, a mulher não denuncia para um instituto de proteção e medo (mesmo que ela seja ou tenha sido violentada)”, explicou a advogada. 
Preservar vidas é responsabilidade de todos! É preciso alertar a população para que não seja omissa e peça ajuda quando vivenciar algum atentado de feminicídio. Denunciar pode salvar vidas. “É preciso ser humano e solidário, e não um mero expectador de uma situação de feminicídio. Só a denúncia poderá mudar essa triste realidade”, encerrou Dra. Christiane.
 

DEIXE SEU COMENTÁRIO

Drink & Talk: Encontro no Bar do Dudo promove integração e diálogos em inglês
Caçador começa a emitir Certificado Internacional de Vacinação, a partir do dia 23
Número de focos do mosquito Aedes aegypti aumenta em Santa Catarina
Últimos dias de matrículas para os cursos da Faculdade Senac
Grupo Escoteiro de Macieira reinicia atividades neste sábado
Cuide da postura ao usar o celular
Alvarás de 2019 já estão disponíveis para retirada em Macieira
Ponte que que liga linha São Francisco à Laranjeira será interditada para reforma
Clube Caçadorense de Bochas fará a eleição da nova diretoria no dia 24 de fevereiro
Captação de recursos é a marca da administração municipal de Matos Costa