Psicólogas caçadorenses comentam sobre o Setembro Amarelo e alertam para cuidados

Todo dia, 32 brasileiros se suicidam e, para cada morte, há entre 10 e 20 tentativas. As psicólogas caçadorenses, Eliane Navrosk e Débora Cunha, alertam que é um problema de saúde que não recebe tanta atenção devido ao tabu social

Uma epidemia silenciosa que cresce a cada minuto. Doença que, apenas no Brasil, mata em média 12 mil pessoas por ano. No mundo, a cada 40 segundos, enquanto você ouve essa matéria, uma pessoa é vítima do suicídio. Essa doença pode chegar de mansinho, ou deixar pistas pelo caminho. O fato é que o final sempre acaba da mesma forma: morte para a vítima e sofrimento para família e amigos.
O Setembro Amarelo é uma campanha que visa a prevenção ao suicídio. Todo dia, 32 brasileiros se suicidam e, para cada morte, há entre 10 e 20 tentativas. As psicólogas caçadorenses, Eliane Navrosk e Débora Cunha, alertam que é um problema de saúde que não recebe tanta atenção devido ao tabu social.
“É um problema que muitas vezes pode ser considerado um tabu, ou ‘mimimi’. Pode ser considerado pode ser confundido como preguiça e ser tratado erroneamente”, destaca a psicóloga Eliane Navrosk.
A campanha teve início no Brasil, em 2015, pelo Centro de Valorização da Vida (CVV), Conselho Federal de Medicina (CFM) e Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), conforme explica a Eliane. “Este mês foi escolhido devido aos outros meses já serem destinados a alguma campanha no Brasil. Vem desde 1972 e com a cor amarela, pois, é uma forma de chamar atenção. Também no Brasil em setembro começa a floração do Ipê, árvore que simboliza o setembro amarelo”, explica.
A psicóloga e também professora universitária Débora Cunha destaca que os sintomas da doença podem ser identificados através das mudanças comportamentais. “A pessoa que está sofrendo vai se fechando, entrando em um estado de isolamento social. Muda a alimentação, o humor, tem momentos de raiva e quem está perto e identificar essas mudanças comportamentais tem como dever prestar auxílio e mostrar um caminho de ajuda. Ai entra a importância da família”, destaca.
 
A importância de dados estatísticos
Atualmente, o suicídio é a segunda principal causa de morte entre jovens com idades entre 15 e 29 anos. Todos os dias, pelo menos 32 brasileiros tiram suas próprias vidas. Todos esses números poderiam ser evitados ou reduzidos quase que por inteiro se existissem políticas eficazes de prevenção do suicídio.
“Os dados são contabilizados pelos profissionais de saúde, ou seja, médicos que atendem a vítima. Porém ainda existe um grande tabu, principalmente em nossa região. Até que ponto um acidente de carro é mesmo um acidente? Até que ponto a overdose foi proposital? Essas são questões que precisam ser levantadas. Muitas vezes o acidente aconteceu em decorrência de um suicídio, mas no laudo médico sai como vítima de acidente de trânsito, impossibilitando a exatidão de dados. Isso influência pois, poderíamos ter uma demanda maior de projetos para essa área de atendimento se tivéssemos dados específicos”, destaca Débora Cunha.

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