Polícia Civil prende principal suspeito do homicídio de Nadir Terezinha Lemos Bilous

O suspeito deverá seguir preso durante as investigações, aguardando a decisão do juiz da Vara Criminal de Caçador

A Polícia Civil, através da Divisão de Investigação Criminal e da Delegacia de Proteção à Mulher (DPCAMI) investigam o desaparecimento de Nadir Terezinha Lemos Bilous, 56 anos, vista pela última vez na noite de domingo, 10 de março.
Na manhã de segunda-feira o companheiro da vítima acionou os familiares, que tentaram contato com Nadir, sem sucesso. Na terça-feira pela manhã houve o registro do desaparecimento na Delegacia da Polícia Civil.
Iniciadas buscas por Nadir, a agentes da DPCAMI identificaram e localizaram J.R.C., 39 anos, na quarta-feira à tarde, acompanhando espontaneamente os policiais e explicando que teria saído com a vítima de um bar localizado na rua Elias Biasi, deixando-a nas proximidades de outro bar, a cerca de 300 metros de distância, na rua Angelo Caovila, ambos no bairro Berger.
Na noite de quarta-feira, foram localizados por vigilantes de uma empresa as roupas e parte da prótese dentária da vítima na rodovia Primo Tedesco, sendo acionada a Polícia e os familiares de Nadir, que prontamente reconheceram as roupas e também a prótese (devido a um defeito e um dente). A Polícia também teve acesso a um vídeo gravado no bar horas antes, em que a vítima usava essas roupas. Em razão da pouca luminosidade, as buscas foram suspensas até a manhã seguinte.
Na manhã de quinta-feira, tendo em vista a probabilidade de homicídio, a Divisão de Investigação Criminal da Polícia Civil foi acionada. Prosseguindo nas buscas, policiais civis e peritos do Instituto Geral de Perícias localizaram um rastro próximo do local em que localizadas as vestes, compatível com o corpo da vítima. Seguindo o rastro, os agentes localizaram a aproximadamente 50 metros de distância, próximo à estrada asfáltica, a outra parte da prótese dentária e um anel de Nadir, novamente reconhecido pelos familiares.
Tendo em vista esses novos elementos, JR.C. passou a ser considerado suspeito, sendo entrevistado pelo delegado coordenador da DIC. Todas as informações por ele apresentadas, foram imediatamente checadas, sendo ouvidos o dono do bar, a mulher a quem ele diz ter confiado a vítima, além de outras testemunhas.
A única versão isolada foi a do próprio suspeito. Passou-se a tratar o caso como homicídio (não mais desaparecimento), dando-se voz de prisão em flagrante a J.R.C. pelo crime de ocultação de cadáver, tendo em vista os indícios de que o corpo de Nadir foi retirado do local da morte.
Em delegacia, foram realizados exames de corpo de delito em J.R.C., apurando o Médico Perito lesão no antebraço do suspeito compatível com arranhão, de três a quatro dias, data coincidente com o desaparecimento de Nadir. No porta-malas do veículo do suspeito foram localizados diversos fios de cabelo de mesma coloração da vítima; foi realizado exame microscópico preliminar do IGP, porém a certeza virá com a realização de exame de DNA. Ainda no veículo do suspeito foram localizadas gotas de sangue na porta do carona. Nas calças e nas botinas do suspeito ainda foram localizadas gotas de sangue. Foram requisitados ao IGP exame de DNA para se apurar se o sangue é de fato da vítima.
Realizada acareação entre as testemunhas e o suspeito, este não mudou sua versão até o momento. Pela Polícia Civil foi realizada a prisão em flagrante do suspeito pela ocultação do cadáver e representada pela prisão temporária em relação ao homicídio. Não se descarta algum ato de violência sexual perpetrada pelo investigado, tendo em vista que a vítima estava bastante embriagada, sua roupa foi retirada totalmente e o local é conhecido como ponto de encontro.
Foram realizadas busca pela Polícia Civil e Bombeiros Voluntários na quinta-feira e na sexta-feira, tanto pelo canil como buscas no rio próximo ao local. Até o o fechamento desta edição, o corpo de Nadir não foi localizado. O suspeito deverá seguir preso durante as investigações, aguardando a decisão do juiz da Vara Criminal de Caçador.
Informações anônimas podem ser repassadas à Polícia pelo Disque 181 e pelo WhatsApp (49) 99197-0010.

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