Outubro Rosa: Discutindo sobre o câncer de mama

O médico oncologista do Hospital Saint Hill, dr. Alexandre Dal Pizzol, conscientiza a importância da mamografia, para a prevenção do câncer de mama

 Iniciou a campanha do Outubro Rosa. O movimento é celebrado anualmente, com o objetivo de compartilhar informações e promover a conscientização sobre a doença, proporcionando maior acesso aos serviços de diagnóstico e de tratamento e contribuir para a redução da mortalidade. O médico oncologista do Hospital Saint Hill, dr. Alexandre Dal Pizzol, conscientiza a importância da mamografia, para a prevenção do câncer de mama. 

 O câncer de mama é uma doença causada pela multiplicação desordenada de células da mama. “É a neoplasia maligna mais comum entre as mulheres no mundo, correspondendo a cerca de 25% dos casos novos a cada ano. Segundo  os dados da Sociedade Brasileira de Mastologia, cerca de uma a cada 12 mulheres terão um tumor nas mamas até os 90 anos de idade.  A proporção em homens e mulheres é de 1/100 - ou seja, para cada 100 mulheres com câncer de mama, um homem terá a doença”, destaca o Dr. Alexandre. 

 Existem alguns fatores de risco para desenvolver o câncer de mama. “Histórico familiar, idade (mulheres entre 40 e 69 anos são as principais vítimas), primeira menstruação precoce (9 a 10 anos), menopausa tardia, obesidade, ausência de gravidez ou primeira gestação tardia e tumor de mama anterior, são alguns fatores”, afirma. 

 Segundo o dr. Alexandre, um dos principais sintomas para saber se possui o câncer de mama é o surgimento de nódulo endurecido e indolor na mama. “Outros sinais como vermelhidão na pele, inchaço, alterações no formato dos mamilos e das mamas, principalmente as alterações recentes, nódulos na axila, secreção sanguinolenta pelo mamilo, pele enrugada, como uma casca de laranja”, comenta. 

 O diagnóstico geralmente é realizado pela combinação dos achados do exame físico e pelos métodos de imagens mamários (ressonância magnética, ecografia e mamografia). A confirmação é geralmente feira pela biopsia mamaria por agulha grossa. “Antes de realizar o tratamento, a doença deve ser dimensionada. Essa fase se chama “estadiamento”, nela são realizados exames a fim de determinar a extensão local e distância (metástases) da doença”, enfatiza. 

“Quanto mais cedo a doença for descoberta, maiores as chances de cura. Lesões com menos de 1 cm tem mais de 90 % de chance de cura. Para um diagnóstico mais precoce, mulheres devem fazer sua rotina de mama (exame físico + imagens) após os 40 anos. Mulheres com histórico familiar devem iniciar mais cedo. A combinação do ultra som mamário com a mamografia aumenta consideravelmente a taxa de detecção da doença”, finaliza o  médico oncologista do Hospital Saint Hill, dr. Alexandre Dal Pizzol.

O tratamento do câncer de mama é realizado pela combinação de tratamentos:

Cirurgia: é a modalidade de tratamento mais antiga. Quando o tumor se encontra em estágio inicial, a retirada é mais fácil e com menor comprometimento da mama, em casos mais avançados, pode haver a necessidade de retirada de toda a mama.

Radioterapia: terapia que usa radiação ionizante no local do tumor. É muito utilizada para tumores que ainda não se espalharam e não metástases, para os quais não é necessária a retirada de grande parte da mama. A radioterapia também pode ser usada nos casos em que o câncer de mama não pode ser retirado completamente com a cirurgia, ou quando se quer diminuir o risco de o tumor voltar a crescer. Dura aproximadamente um mês e meio.

Quimioterapia: tratamento que utiliza medicamentos orais ou intravenosos, com o objetivo de destruir, controlar ou inibir o crescimento das células doentes. A quimioterapia pode ser feita antes ou após a cirurgia, e o período de tratamento varia conforme o câncer de mama e a paciente

Hormonioterapia: tem como objetivo impedir a ação dos hormônios que fazem as células cancerígenas crescerem. A hormonioterapia, portanto, só poderá ser utilizada em pacientes que apresentam pelo menos um receptor hormonal em seu tumor. Essa terapia no geral é feita via oral, e as drogas agem bloqueando ou suprimindo os efeitos do hormônio sobre o órgão afetado

Imunoterapia: também conhecido como terapia anti HER-2, essa modalidade é constituída de drogas que bloqueiam alvos específicos de determinadas proteínas ou mecanismo de divisão celular presente apenas nas células tumorais ou presentes preferencialmente nas células tumorais. 

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