Homicídio no Posto Dudo tem reviravolta e prisão de vigilante é mantida

No entendimento da polícia, vigilante do posto não agiu em legítima defesa

Após analisar imagens de câmeras de segurança e ouvir testemunhas, a Polícia Civil descartou a hipótese de legítima defesa do caso do homicídio ocorrido no Posto Dudo, em Caçador, no último dia 17. Com isso, o Poder Judiciário decretou a prisão preventiva do vigilante do posto que esfaqueou e matou a vítima Ronaldo Simão Rodrigues Prestes, conhecido como Bugrão, de 24 anos.

Inicialmente, o entendimento da polícia era de que o autor tivesse reagido a uma agressão e, portanto, agido em excludente de ilicitude. Porém, após aprofundar as investigações, o delegado que assumiu o caso, Adriano Delfino Moreira, acredita que não houve legítima defesa.

Nas imagens das câmeras, é notável que a vítima estava dentro da loja de conveniência com um lanche na mão, próximo ao micro-ondas. Por volta das 4h40, houve uma discussão entre o jovem e o vigilante, o qual agride a vítima duas vezes com uma tonfa, depois pega uma faca que estava no colete e esfaqueia o rapaz uma vez na região da axila. Em seguida, o jovem cai desfalecido e morre ainda no local.
 
Vítima Ronaldo Rodrigues

Foi esse também o entendimento da Polícia Civil para concluir o inquérito policial. O preso, que não teve o nome divulgado, foi indiciado por homicídio qualificado pelo motivo fútil e poderá ir a júri popular. Ele também é acusado de esfaquear outro jovem após a confusão, porém essa vítima teve apenas ferimento leve.

 
Vigilante estava trabalhando irregularmente

O vigilante que responde pelo homicídio estava trabalhando de forma irregular. Segundo a Polícia Civil, o homem não possui habilitação de vigilante. O fato foi repassado à Polícia Federal, que é responsável pela fiscalização de serviços de segurança privada, e o estabelecimento foi notificado pessoalmente sobre a irregularidade.

 
Além disso, o Posto Dudo sofreu restrições. O delegado Adriano relata que o estabelecimento teve o horário de funcionamento reduzido por questões de segurança. Antes era 24h, e agora deve obrigatoriamente estar fechado das 23h às 7h. A empresa pode recorrer administrativamente dessa decisão.

Com informações - Portal Caçador Online
 

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