Homenagem: Um parabéns aos pais!

Seja jovem ou mais experiente, o que importa é manter o sentimento vivo, e neste dia ser lembrado pela construção da família

O que é ser pai? É estar deste o início da gestação acompanhando passo a passo o desenvolvimento do novo ser que está por vir. É ver o nascimento e seguir cuidando, é não ter peito mas oferecer a mamadeira, é deitar ao lado, é ajudar no banho, na papinha, enfim, no desenvolvimento.

E depois? É continuar sendo pai, já quando virou criança, quando precisa de ensinamentos, para entender o mundo, para ter segurança. Na pré-adolescência, para entender valores e cultivá-los, na adolescência para saber limites e organizar seu futuro já que os estudos estão acontecendo. E depois? É continuar sendo pai, porque amor não envelhece, independente da idade do filho. Amor é para sempre.

E ao longo desse caminho pais viram avós, viram bisavós, viram tataravós. Tudo acontece ao nosso redor e quando nos deparamos o tempo já passou. É preciso curtir cada momento.

Nem sempre essa imagem paterna está presente nas famílias, por uma questão ou outra que não nos compete decidir o que é certo ou errado. Mas a figura paterna existe, de uma forma ou de outra. Para os que conseguirem seguir as dicas das primeiras linhas deste texto, ótimo, para que não puder, ou para a família que não teve essa figura ao lado por algum motivo, que sigamos firmes, pois muitas mães hoje em dia também são pais, muitos tios viram pais, muitos avós viram pais dos netos, e assim por diante. A paternidade pode ter laços sanguíneos, mas também pode ser um estado de espírito, de dedicação, de entrega a um ser humano que precisa de afeto e proteção.

Independente da situação, neste domingo comemora-se o Dia dos Pais em todo o Brasil. E para homenagear os pais caçadorenses, contamos pequenas histórias de paternidade. Uma singela lembrança, que toque o coração de todos os pais e sintam-se abraçados em seu dia.

 Avô aos 37 anos

O motorista Ederson Debus está hoje com 39 anos e foi avô aos 37, quando nasceu a pequena Sofia Debus, que completou seu segundo ano de vida no mês de julho de 2020. Mas antes disso é preciso entender como para Ederson, foi ser pai jovem, para depois ser avô jovem.



Em 20 de abril de 2000, aos 19 anos, o caçadorense tornou-se pai com o nascimento de Everton Dutra Debus. Para ele, nada de surpresa ou desespero. Era o que eu queria. “Quando descobri que ia ser pai fiquei muito feliz, apesar de jovem era o que queria. Sabia das dificuldades que poderia passar, mas estava tudo bem”.


Ederson, seus filhos e a netinha

O garoto cresceu, ao lado de um pai muito jovem também e, aos 18 anos, Everton anunciou que iria ser pai, e agora o então pai Ederson passaria a ser avô, e a preocupação foi outra. “Ser pai é uma coisa, mas ser avô é se preocupar com o filho e com a neta que estava por vir. Quando meu filho me contou me preocupei com ele, porque era jovem assim como eu na época, e hoje em dia criar um filho está mais difícil, além de você deixar de lado muitas coisas que os jovens podem fazer, devido as responsabilidades que surgem. Isso aconteceu comigo e eu sabia que aconteceria com ele. Quando minha neta nasceu, meu filho teve sérios problemas com a diabete ao descobrir a doença, quase entrou em coma, e temos a certeza que a presença daquele pequeno anjo ao seu lado ajudou a superar a fase ruim da doença. Isso deu muita força para mim cuidando do meu filho, quanto para ele olhando para a filha. Sobre o fato de ser avô muito novo, aos 37 anos, estou podendo aproveitar bastante essa fase, curtir os momentos com a nenêm e ter energia para brincar. Depois das dificuldades do início, as coisas ficaram bem e posso dizer que sou abençoado pelo que estou vivendo. Quando falo com ela por telefone e me chama de “vovô”, é a melhor sensação do mundo. Quero parabenizar todos os pais e avós de Caçador por mais essa data, que Deus abençoe a todos”.

A grande família

E se você tivesse 12 filhos, 35 netos e 32 bisnetos? Como seria? O caçadorense João Máximo de Oliveira sabe. Aos 100 anos completados no mês de junho, esse patriarca caçadorense contou um pouco de sua história, acompanhado de duas das filhas, Ilda e Zilda.



Nascido em 25 de junho de 1920 no interior caçadorense, João sabe o nome e todos os netos e bisnetos, e de quem são filhos em todas as gerações. A neta mais nova é Joana, com 10 anos, a neta mais velha é Simone, com 41. Entre os bisnetos a mais jovem é Helena, com 3 anos, e o mais velho é Stefano, com 23. Mas Helena perderá o posto, já que na segunda quinzena deste mês de agosto é esperado o nascimento do trigésimo terceiro bisneto, João Pedro.

As reuniões de família agora estão interrompidas devido a pandemia do coronavírus, e isso o deixa angustiado, pois gosta da casa cheia, rodeado dos filhos, netos e bisnetos que vivem em Caçador, de ser visitado e de reunir todos. Costumeiramente, os encontros de família reuniam entre 40 a 50 pessoas.



Um dos filhos de “Seu João” e da já falecidade "Dona Custódia", chamado Vivaldino, também já faleceu vítima de acidente de trabalho. Ele fez sua vida no Estado do Pará, em São Félix do Xingú, onde casou-se e constituiu família. Mas João Máximo nunca teve contato com os sete netos que moram lá, assim como já existem sete bisnetos no Xingú. Mas a perda do filho deu lugar a uma nova emoção há poucos dias, quando pela primeira vez recebeu um telefone dos netos do Pará, que disseram esperar pela oportunidade de ainda poder visitar e conhecer o avô, assim como trazer os bisnetos. “Quem sabe né. Com a graça de Deus eu possa conhecê-los. Sei que é difícil pela distância, mas quem sabe”, disse o caçadorense.



Disposição não falta. Hoje aposentado, trabalhou na roça a maior parte da vida, cuidando de lavouras, gado e pomares. Disse que o trabalho o manteve vivo e com saúde, além é claro de um pouco de hereditariedade, já que sua avó materna, Dona Inésia, faleceu aos 120 anos.

As filhas mostraram fotos no celular, de Seu João fazendo a colheita de amendoim há poucos dias, com 100 anos de idade, debaixo de sol, e que antes da pandemia, fazia diariamente suas caminhadas e suas compras no supermercado, além de cuidar das contas de água, luz e telefone. Sobre medicamentos, toma apenas para manter a pressão arterial corretamente.



“Me sinto bem aos 100 anos e com disposição para continuar meus afazeres e conviver com a família. Quero deixar meu abraço a todos os pais de Caçador, para que tenham saúde e cuidem de suas famílias, pois é o bem mais precioso que temos”, declara Seu João Máximo.

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