Epagri realiza Dia de Campo sobre técnicas para viabilizar o tomate na região de Caçador

O evento ocorreu na propriedade de Alcides Rech, em Lebon Régis. O produtor é tradicional tomaticultor da região e a atividade já está na terceira geração da família

A cultura do tomate é tradicional na região de Caçador, sendo cultivada em grande escala há cerca de 40 anos. A atividade envolve cerca de 300 produtores e é cultivada em torno de 900 hectares, o que corresponde a 10 milhões de plantas.
Em todos estes anos, muitos produtores e comerciantes ganharam e perderam muito dinheiro. Alguns se capitalizaram muito bem, outros ficaram miseráveis, demonstrando que é uma atividade de muito alto risco. “Uma semana o preço da caixa de tomate pode estar em R$ 50,00 e na semana seguinte R$ 15,00. Numa safra o produtor pode ganhar muito dinheiro e na safra seguinte perder tudo e ainda ficar devendo. O produtor não tem muita opção de venda, pois o preço é definido pela oferta e procura em todo país. Se o tomate está maduro, ele precisa colher e vender pelo preço do dia. Não tem como estocar e não pode deixar nas plantas sob risco de ficar excessivamente maduro e o mercado não comprar mais”. Quem explica o assunto, são os pesquisadores da Epagri de Caçador, Leandro Hahn e Anderson Feltrim.


Diante de um cenário incerto, o tomaticultor precisa ser eficiente da “porteira para dentro”, ou seja, precisa ter controle dos fatores de produção. Traduzido de outra forma, ele precisa ter alta produtividade de frutos de alta qualidade, com baixo custo de produção.
Técnicas para um manejo mais eficiente da adubação e da água justamente para o produtor atingir este objetivo, foram apresentadas em Dia de Campo pelos pesquisadores da Epagri de Caçador, Leandro Hahn e Anderson Feltrim. O evento ocorreu na propriedade de Alcides Rech, em Lebon Régis. O produtor é tradicional tomaticultor da região e a atividade já está na terceira geração da família, sendo assumida pelo filho Armando e pelo neto Mateus, que inclusive é estudante de Agronomia da Uniarp.
Na atual safra de tomate, Alcides adotou a recomendação de adubação da Produção Integrada de tomate, o Sispit, elaborada por Leandro Hahn. Os resultados das duas primeiras lavouras das três conduzidas pelo produtor, mostram uma redução de custos de adubação de cerca de R$ 7.000,00 por hectare, com uma expectativa de produtividade que supere as 400 caixas por mil plantas. Além da adubação diferenciada, o produtor também iniciou em parte da lavoura o manejo da irrigação com uso de tensiômetros, segundo orientações do pesquisador Feltrim. “Com este manejo, o produtor consegue identificar o momento certo de irrigar sua lavoura e calcular a quantidade certa de água a ser aplicada. Ao adotar esta técnica, o produtor  também já verificou que pode reduzir custos, obter maior qualidade do tomate, e uma maior eficiência no uso da água e fertilizantes”, destaca.
No Dia de Campo produtores e técnicos visitaram as lavouras e puderam conhecer as técnicas utilizadas na propriedade de Alcides. “A disposição dos produtores para auxiliar na melhor tomada de decisão sobre o manejo da cultura do tomate, permitindo, desta forma, que o produtor possa continuar tendo rentabilidade com o tomate”, destaca o pesquisador Leandro.

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