Covid-19: Quem passou faz o alerta

Caçadorenses que já contraíram a doença falam sobre os momentos de internação e os sintomas que os levaram a procurar ajuda médica

A Covid-19 tem avançado com força em Caçador, aumentando o número de casos e óbitos consideravelmente nos últimos 20 dias. Uma doença ainda sem cura, com pesquisas avançadas em várias partes do mundo, mas que por enquanto, a salvação é o respeito pelas leis, pelos protocolos de higiene e distanciamento social, para que o menor número de pessoas adoeça e o município possa passar por este período de “pico” do novo coronavírus, da melhor forma possível.
 
Os boletins diários da Vigilância Epidemiológica de Caçador não trazem somente dados alarmantes, divulga também o número de curados, de pessoas que passaram pela doença, umas necessitando de respiradores, outras não. Umas com menos sintomas, outras com mais. Mas todas dando o mesmo recado após escaparem dessa sorrateira pandemia, “cuidem-se e cuidem de seus semelhantes”.
 
Esta semana o Hospital Maicé divulgou fotos de quatro caçadorenses que passaram ou ainda passam pelo vírus. Um totalmente reabilitado e já tendo cumprido a quarentena, os demais, ainda sob isolamento em casa, após passarem também por um período de internação, mas como os sintomas não são graves a ponto deixa-los internados, seguem o tratamento em casa, tomando todas as precauções junto aos seus familiares. O Jornal ExtraSC teve acesso a três deles.
 
Aos 84 anos, Antonio Bazeggio Neto, está curado da Covid-19. Por telefone, ele nos contou que foram dias de angústia. Ele ficou entubado 4 dos 15 dias de internação. “Eu não tive sintomas de tosse, febre ou dores, apenas me senti abatido e fiz exames devido a minha idade, foi quando descobriram a Covid-19 e não faço ideia de onde peguei. Eu não imaginava acontecer comigo, não acreditava muito na doença. Mas posso dizer agora, que não desejo para ninguém o que passei no hospital. Teve momentos em que achei que era o fim. Mas graças a Deus me recuperei e peço para que todos se cuidem. A doença é terrível”.

Nery Kades tem 49 anos, e sofre de hipertensão. Sua esposa Marilene contou como foram os dias de hospital para ele, que ainda permanece em isolamento em casa até cumprir os 14 dias. “Tudo começou com um cansaço e ficamos medindo a pressão por ele ser hipertenso. Mas a pressão não se alterava. Começaram então pequenas dores nas costas e no peito, além do apetite que sumiu. Antes disso tivemos contato com pessoas que tinham Covid, e fizemos então o exame que deu positivo em meu marido. No hospital a única crítica que faço é sobre o primeiro atendimento, que demora, mas depois de internado, o tratamento e a atenção dos profissionais é muito bom”.
Nery ficou dois dias internado e segue o tratamento em casa. Marilene ressalta que todos estão se cuidando, usando máscara e os demais protocolos necessários para o isolamento do marido, que conta com o apoio de todos para os afazeres do dia.
 
O mais jovem da lista foi Marins Santos e Sá, de 39 anos, e que não possuía problemas de saúde em seu histórico, mas sentiu falta de ar e estava com tosse seca, quando então buscou a Unidade de Pronto Atendimento (UPA). Após um raio x o rapaz foi encaminhado ao Hospital Maicé para exames mais detalhados.

 “Através de tomografia foi diagnosticada uma infecção bacteriana e devido aos sintomas que eu tinha, também fiquei internado sob suspeita de Covid-19, que foi confirmada oito dias depois, prazo este em que fiquei no hospital. No oitavo dia recebi alta pois não tinha mais sintomas. Estou cumprindo o restante da quarentena em casa, tomando os devidos cuidados com o isolamento necessário. A rapidez e eficiência do médico e enfermeiros foi fundamental para a minha cura. Quero agradecer o atendimento na UPA onde foram rápidos e eficientes ao observar a suspeita de Covid, pois chegando ao Maicé, essa informação foi fundamental para meu tratamento e recuperação. Que esses profissionais continuem assim atenciosos, rápidos e que quanto mais rápido procurarmos os recursos maior a chance de recuperação”, declara Marins.


 
Conscientização
 
A Vigilância Epidemiológica de Caçador diariamente faz o alerta, para que os cidadãos caçadorenses usem máscara, álcool gel, higienizem seus materiais, evitem aglomerações de pessoas, não façam reuniões de família e amigos, busquem pelo isolamento social sempre que possível, mesmo sendo difícil, mas que é muito importante principalmente neste momento em que Santa Catarina passa pelo período mais crítico da doença. A curva está chegando ao limite e se todos tomarem as devidas precauções, o número de casos irá diminuir, assim como o número de mortes, e em breve a onda mais grave da pandemia passará, para que novas medidas possam ser tomadas e a vida volte a ter uma rotina mais tranquila daqui algum tempo.

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