Coleta de amostras para a análise foliar da macieira deve ser feita entre janeiro e fevereiro

A análise foliar dá um retrato do estado nutricional da planta

De 15 de janeiro a 15 de fevereiro está aberta a janela para se fazer a coleta para a análise foliar da macieira. É fundamental seguir uma série de procedimentos nesse processo, para se alcançar um resultado mais preciso e confiável na análise.
A análise foliar dá um retrato do estado nutricional da planta. “É algo semelhante ao que o médico pede ao seu paciente, como um exame de sangue ou uma ressonância magnética. Pela análise foliar, pode-se identificar algum nutriente que esteja deficiente ou em excesso. Tanto uma situação quanto outra interfere na produtividade e na qualidade da produção”, explica Leandro Hahn, pesquisador da Estação Experimental da Epagri em Caçador.
O pesquisador da Epagri explica que cuidados na hora da coleta das folhas são fundamentais. Primeiro, é importante definir o que é uma amostra. É preciso separar os cultivares – ou seja, a amostragem da Gala é diferente da Fuji, por exemplo. Tem que distinguir, também, o porta-enxerto: para cada um, é uma amostra de folhas. Tem que separar, ainda, por idade de pomar. “Para cada variável dessas, é uma coleta diferente, uma amostra diferente”, esclarece Leandro. Cada amostra é composta por cem folhas colhidas de 20 plantas do pomar, ou seja, cinco folhas de cada planta.
 
Cuidados
É fundamental evitar a coleta de folhas de plantas da borda do pomar – o recomendável é retirar todas as folhas de plantas da parte de dentro. Também não se deve pegar folhas das partes inferior ou superior da planta: a coleta precisa ser feita na parte intermediária. O fruticultor tem que coletar a folha inteira, que é o limbo (a parte verde da folha) com o pecíolo (o galho que prende a folha à árvore).
Outro cuidado é evitar a coleta após fortes chuvas. É preciso esperar pelo menos uma semana para colher as folhas. Esse mesmo prazo deve ser respeitado após a aplicação de agrotóxico ou adubação foliar. Não devem fazer parte da amostra, folhas danificadas mecanicamente, atacadas por alguma doença ou inseto. Outra recomendação é não coletar folhas em pomares próximos a estradas, por causa da poeira. Também é recomendável evitar coletar folhas de ramos ladrões.
As cem folhas que formam uma amostra devem ser embaladas em um saco de papel e colocadas para secar à sombra por cerca de cinco dias. Depois, essa amostra deve ser entregue em um dos escritórios municipais da Epagri ou enviada para o Laboratório de Nutrição Mineral da Estação Experimental de Caçador (Rua Abílio Franco, 1.500, Bairro Bom Sucesso, Caçador – SC, 89501-032). Junto com a amostra devem ser fornecidas as seguintes informações: nome, endereço completo, CNPJ ou CPF, telefone e e-mail do agricultor. O produtor vai pagar R$45,00 pela análise de cada amostra.
O resultado da análise sai em um mês e a interpretação deve ser feita com ajuda de um engenheiro-agrônomo. “A partir do resultado da análise foliar, o profissional que atende o produtor deve fazer, caso necessário, uma recomendação de adubação corretiva, ainda no ciclo da cultura, especialmente via foliar, ou no ciclo de produção seguinte, via correção do solo”, finaliza Leandro.
Mais informações: Leandro Hahn, pesquisador da Epagri/Estação Experimental de Caçador. E-mail: leandrohahn@epagri.sc.gov.br, fone: 49 35616823.
 

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