Caçadorense recebe Boina Preta no Quartel General em Curitiba

Do 20º Batalhão de Infantaria Blindado (BIB), Fábio Neis Junior, recebeu a boina preta durante a cerimônia

Mais de 1.400 soldados receberam a boina de seus familiares no Forte do Pinheirinho em Curitiba, no último sábado. Entre eles, o caçadorense do 20º Batalhão de Infantaria Blindado (BIB), Fábio Neis Junior, recebeu a boina preta durante a cerimônia.  A Boina preta é utilizada em diversas Forças Armadas como cobertura característica das tropas blindadas e mecanizadas.
A família tem papel de destaque na formação militar dos soldados. Fábio Junior, de 18 anos, sempre teve interesse em servir, mas queria ir para o exército, então no dia 04 de Março deste ano, decidiu entrar para o Quartel General, em Curitiba. 

A mãe de Fábio, Noeli Neis, relata como foi o processo de alistamento. “Foi difícil, por que ele passou por seleções desde novembro do ano passado, em fevereiro ficou indo toda semana de segunda a sexta-feira. No início ficamos 28 dias sem contato, meu coração apertou. De vez em quando ele mandava um “Oi tudo bem mãe, amo vocês”, mas não passava disso. Porém, esse período passou e agora voltamos a ter contato novamente”, enfatiza.
 “O Fábio pretende seguir carreira de militar e diz que no Quartel está se preparando para defender o Brasil. A nossa família estar muito orgulhosa”, finalizam os seus pais, Noeli e Fábio Neis. 


Em uma publicação do Dia das Mães em redes sociais, Fábio Júnior citou a oração das mães no exército. “Desde quando eu era menino, a minha mãe sempre dizia que eu tinha que dar valor a tudo que ela fazia, mas o tempo foi passando e isso de mim não saia, foi no dia especial que eu entrei pra Infantaria. Olha mamãe hoje eu estou aqui. Eu disse que a senhora ia se orgulhar de mim, carrego no meu peito um símbolo nacional, seu filho se tornou operacional. Um sentinela que na mão tem fuzil, sou de Infantaria, melhor arma do Brasil”, relata Fábio Neis Junior.  

Significado de receber a Boina preta 
A entrega da boina preta é realizada durante uma solenidade militar, de grande significado para os jovens recrutas. Esta solenidade ocorre, normalmente, ao final da primeira fase do ano de instrução, após o recruta haver superado árduas semanas de instrução e de exercícios no campo. Ela é o reconhecimento à dedicação, ao entusiasmo e à vibração dos recrutas, demonstradas ao superarem as dificuldades das instruções, o cansaço, a chuva, o frio e a lama, afirmando possuírem a força de vontade, a rusticidade e o preparo físico necessários para serem verdadeiros combatentes blindados.

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