Basquete em cadeiras de rodas, em Caçador, trás qualidade de vida para os jogadores

Muitos dos jogadores adquiriram a deficiência acidentalmente e relatam que o esporte trouxe de volta a liberdade

O Basquete em cadeiras de rodas, em Caçador, proporciona a qualidade de vida para os jogadores. O projeto foi criado em parceria do SESC, com a prefeitura do município. Muitos dos jogadores adquiriram a deficiência acidentalmente e relatam que o esporte trouxe de volta a liberdade, agilidade, saúde mental, postura e muitos outros benéficos. 

    Atualmente o projeto conta com a participação de 11 jogadores, juntamente com o professor de basquete, Emanuel Pinheiro. “Sou professor em Caçador de todas as categorias de basquete, desde da escolinha sub-10 aos cadeirantes e aqui encontro um aprendizado enorme de vida. Sempre jogo junto com eles, pois acho que para conseguir passar o que sabe é preciso jogar junto, então pego uma cadeira de rodas e entro no jogo. Assim entendo a dificuldade de cada um”, destaca Emanuel. 

    O presidente da equipe, Tiago Martins, relata que se tornou cadeirante em 2007, quando sofreu um acidente de trabalho e teve uma lesão medular na altura do tórax. Conheceu o projeto em 2012 e decidiu participar. “Fui um dos primeiros integrantes do grupo e no começo não tínhamos noção do que era o basquete de cadeira, mas com o passar do tempo fomos aprendendo. A minha melhora física foi 100%. Muitas coisas que não conseguia fazer sozinho, como a transferência da cadeira normal para a de esporte, agora consigo”, afirma. 

    “Aos 15 anos, levei um tiro e fiquei paraplégico. Costumo dizer que o basquete trouxe de volta a minha agilidade e equilibro, para nós que somos cadeirantes, é muito importante isso. Hoje estou na terceira fase do curso de direito, dirijo e tenho a minha a liberdade”, destaca o jogador Gilmar Pereira. 

    Já no caso de João Ferreira, de 38 anos, ele nasceu com paralisia cerebral leve. Porém, já participou de várias competições e há cinco anos está no basquete. “É uma alegria estar aqui, é muito importante essa amizade com a equipe. O esporte me trouxe a agilidade e melhoria na memória. É preciso ser mais ativos, nós que estamos debilitados, procuramos buscar uma qualidade de vida. Ficar em casa é pior, pois tem a depressão, que já matou muita gente. Estamos aqui por lazer, brincando e adquirindo conhecimento”, comenta João. 

    O basquete em cadeiras de rodas é para as pessoas que possuem qualquer lesão, atrofia muscular ou até mesmo os que são andantes, podem participar. 

    O mais velho da turma é o Maximino da Silva, de 54 anos, que está no basquete desde o início do projeto.  Atualmente ele consegue dirigir e participa de projetos voluntários. “Sofri um acidente com 25 anos e faturei a t10 e t12. No começo foi difícil, pois era caminhoneiro, viajava bastante. No começo me sentia preso dentro de uma casa. Mas hoje já superei e não tenho mais este trauma. Graças a este esporte, hoje estou com uma postura melhor, além da melhoria da saúde mental. O Basquete foi tudo na minha vida”, afirma. 

    Essas e outras histórias, comprovam que o basquete em cadeiras de rodas proporciona a qualidade vida para essas pessoas.  E o SESC, juntamente com prefeitura de Caçador, sabiam do resultado quanto trouxeram o projeto. “Nós podemos ver a evolução dos jogadores, juntamente com a importância do esporte na vida deles. Para alguns jogadores, essa é uma das poucas opções de bem - estar. Como instituição, ficamos felizes em poder contribuir na qualidade de vida de cada um deles”, destaca o técnico de lazer da Unidade SESC Caçador, Daniel Rosa. 

    “São poucos os municípios no Estado que tem o basquete para cadeirantes, e Caçador é um dos oportunizados. Precisamos aproveitar ao máximo este projeto. O convite fica aberto para todos prestigiar, participar e conhecer”, finaliza o professor e atleta de basquete, Emanuel Pinheiro. 

    Para se inscrever no projeto Basquete em cadeiras de rodas, basta entrar em contato com a Secretaria de Cultura, Esporte e Turismo ou com SESC Caçador.

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