Baladas e casas noturnas voltam a funcionar em Caçador

Polícia Militar e Vigilância Epidemiológica criaram estratégia de fiscalização

Casas noturnas, boates, pubs, casas de shows e similares poderão reabrir em Caçador, já que o município está localizado em uma região com risco potencial Alto para coronavírus. A liberação já estava funcionando para regiões de Santa Catarina com risco potencial Moderado.
Em Caçador, esses locais terão que respeitar o limite de 30% do público permitido pelo Corpo de Bombeiros Militar. Caso a situação do coronavírus piore no município e o potencial de risco aumente para Grave e Gravíssimo, o funcionamento será novamente proibido.
Levando em consideração todas as regras que deverão ser seguidas, a Polícia Militar de Caçador reuniu a Vigilância Epidemiológica e proprietários de casas noturnas para uma reunião na tarde desta sexta-feira (30). Na oportunidade foi apresentado o decreto que deverá ser seguido.
“Nessa reunião que tivemos inclusive citamos que esse foi um dos setores mais afetado e muito prejudicado financeiramente. Mas ainda está vivendo uma pandemia. Por isso estamos fazendo9 essa retomada gradual, e os do9nos dos estabele4cimentos se comprometeram em cobrar que as regras sejam seguidas. Nós da Polícia Militar vamos fiscalizar mas acreditamos que os cu8idados devem estar na consciência de cada um”, destacou o chefe do 15º BPM da Polícia Militar, Tenente Célio Alvarenga.
Para monitorar esses locais, a PM criou uma estratégia de fiscalização. A Polícia terá acesso as câmeras internas de segurança de cada local, os proprietários e gerentes deverão informar  o número de pessoas presentes e também haverá fiscalização física.
De acordo com o decreto, as regras vão desde o uso obrigatório de máscara, aferição de temperatura e outro detalhe é que as pistas de dança serão ocupadas por mesas.
 
Veja todas as regras:
I. Limitar o acesso às dependências do estabelecimento, com controle do número de entradas;
II. A lotação máxima das casas noturnas, boates, pubs casas de shows e afins não poderá ultrapassar 50% da capacidade de público permitida pelo Corpo de Bombeiros;
III. Aferir a temperatura na entrada do estabelecimento. Caso alguma pessoa apresente temperatura igual ou superior a 37,5°C ou sintomas gripais como, por exemplo: tosse seca ou produtiva, dor no corpo, dor de garganta, congestão nasal, dor de cabeça, falta de ar, fica impedido de entrar e deve ser orientado a procurar uma unidade de assistência à saúde do município;
IV. Clientes e trabalhadores devem usar máscara durante o tempo de permanência no local, podendo ser retirada apenas no momento de consumo de bebidas e de alimentos;
V. As pistas de dança serão ocupadas por mesas dispostas a 1,5 metros de distância entre si, ficando proibida a dança;
VI. Os espaços devem ser demarcados para manter distância entre grupos e evitar eventuais transmissões;
VII. As mesas podem ser ocupadas por pessoas que coabitam, neste caso não se aplica o distanciamento interpessoal de 1,5 metros;
VIII. Disponibilizar na entrada, saídas de banheiros e em pontos estratégicos do estabelecimento, dispensadores de álcool 70% devendo ser orientada e estimulada a constante higienização das mãos por clientes e trabalhadores;
IX. Disponibilizar informações sobre as medidas de proteção em locais de fácil visualização;
X. Priorizar pagamentos sem contato por meio de cartões, evitando a manipulação de dinheiro;
XI. As máquinas de pagamento por cartão devem ser higienizadas com álcool 70% após cada uso, podendo ser revestida de plástico filme;
XII. Evitar aglomeração nos caixas, organizando o distanciamento de 1,5 metros entre as pessoas, exceto para pessoas que coabitam;
XIII. Não utilizar fichas ou ingressos retornáveis, em nenhum dos setores; utilizar somente fichas descartáveis;
XIV. Fica proibido realizar atividades promocionais que possam causar aglomerações, tipo ingresso liberado ou promoção de bebidas;
XV. Evitar a operação de valet;
XVI. Estabelecer fluxo único para entrada de clientes do estabelecimento;
XVII. Quando possível, a saída dos espectadores do estabelecimento deve ser realizada por local diferente da entrada;
XVIII. Monitorar e questionar funcionários, clientes a relatarem se apresentarem: a. Sintomas de COVID-19; b. Teste positivo para COVID-19; ou c. Se foram expostos a alguém com COVID-19 nos últimos 14 dias
XIX. Realizar diariamente procedimentos que garantam a higienização dos ambientes, intensificando a limpeza com desinfetantes próprios para a finalidade;
XX. Intensificar a desinfecção com álcool 70% ou sanitizantes de efeito similar dos utensílios, superfícies, estações de trabalho, maçanetas, mesas, corrimãos, interruptores, sanitários, telefones, entre outros, respeitando a característica do material quanto à escolha do produto;
XXI. Manter os lavatórios dos sanitários providos de sabonete líquido, toalha descartável, álcool 70% ou preparações antissépticas de efeito similar e lixeiras com tampa de acionamento;
XXII. Priorizar a ventilação natural dos ambientes;
XXIII. Em ambientes climatizados, manter o ar-condicionado com os filtros e dutos regularmente limpos e as manutenções em dia;
XXIV. Capacitar os trabalhadores, disponibilizar e exigir o uso de máscaras apropriadas para a realização das atividades, sem prejuízo da utilização de outros equipamentos de proteção individual (EPI) necessários ao desenvolvimento do trabalho;
XXV. Limitar o número de trabalhadores ao estritamente necessário para o funcionamento do estabelecimento;
XXVI. Trabalhadores não devem retornar às suas casas, diariamente, com as roupas de trabalho, quando utilizarem uniforme;
XXVII. Adotar medidas internas relacionadas à saúde dos trabalhadores, necessárias para evitar a transmissão do COVID-19, priorizando o afastamento dos trabalhadores pertencentes a grupos de risco, tais como pessoas com idade acima de 60 (sessenta) anos, hipertensos, diabéticos, gestantes, obesos, imunodeprimidos ou portadores de doenças crônicas que também justifiquem o afastamento;
XXVIII. Quando possível, priorizar a modalidade de trabalho remoto para os setores administrativos;
XXIX. Orientar os trabalhadores ou prestadores de serviço que apresentarem sintomas de infecção pelo coronavírus, a buscar orientações médicas e afastá-lo do trabalho. Os contatos assintomáticos dos doentes devem também ser afastados pelo período estabelecido no Manual de Orientações da COVID-19 (Vírus Sars-COV-2) disponível no site http://www.dive.sc.gov.br, ícone CORONAVÍRUS.
XXX. Estabelecer protocolo de limpeza e higienização do estabelecimento na ocorrência de um caso confirmado de COVID-19 entre os trabalhadores.

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