A força de vontade para voltar a estudar

Alcidalia Pereira, aos 76 anos decidiu se alfabetizar e retornar seus estudos no CEJA

Um exemplo de força de vontade para voltar a estudar é a Alcidalia Pereira, que aos 76 anos decidiu se alfabetizar. Como muitas pessoas de antigamente, ela morava no interior de Caçador, com isso, não tinha a oportunidade de estudar.  Hoje todas as manhãs das segundas, quartas e sextas-feiras, Alcidalia vai para o Centro de Educação de Jovens e Adultos (CEJA), e participa das aulas de nivelamento.  

“Antes eu não tinha uma oportunidade. Mas hoje, graças a Deus, consigo ter essa realização. Infelizmente quando contei para minha família sobre a decisão, não tive apoio, mas eu não desisto do meu sonho”, afirma Alcidalia. 



Além disso, aos 76 anos, Alcidalia tem uma disposição que muitos desejariam, ela faz caminhada todos os dias e onde está contagia com sua alegria. “Quando falta na aula é uma tristeza. Ela contagia a todos, essa alegria que tem no coração é impressionante”, afirma a professora do nivelamento, Iode Aparecida. 

“Estou viva para viver, além da alfabetização tenho outros sonhos como tirar a habilitação, ter meu carro, aprender a tocar gaita e ser dona da minha vida. Estudo, trabalho, faço ginástica e caminhada. Quando tiver 100 anos, já vou ter realizado todos os meus sonhos”, afirma.

Alcidalia relata que ninguém pode ficar parado, é preciso ser alegre para vencer e nunca desistir do que deseja.  “Não importa as criticas, faça o que sente no coração. Se eu não cuidar de mim, ninguém irá fazer isto. É preciso também do amor pelo o trabalho, claro é necessário o dinheiro, mas o amor acima dele faz toda a diferença”, relata. 

As aulas de nivelamento não têm um período para se matricular, se a pessoa sentir interesse, basta estar indo até o CEJA (Rua Adolfo Franz Grote, 421\bairro Der) para realizar a matrícula. 
 
A professora de nivelamento faz um comentário para as pessoas de mais idade, que tem o desejo de estudar, mas falta coragem ou estimulo. “Eu procuro sempre olhar com os olhos dos alunos, para compreender melhor a necessidade de cada um. Pois além de aprenderem a escrever, eles precisam da socialização e afetividade. Não existe idade para estudar, nosso cérebro precisa sempre estar em constante exercício, o corpo envelhece, mas a mente e alma não”, finaliza.

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