Em quase todos os estados brasileiros, o número de beneficiários do auxílio emergencial — distribuído pelo governo em meio à pandemia de covid19 — já supera o de trabalhadores com carteira assinada.
O cenário se inverte apenas em Santa Catarina e no Distrito Federal, como mostra levantamento feito pelo Poder 360, com base em dados de julho disponíveis no Portal da Transparência.
Por região, a carteira assinada se concentra em Sul e Sudeste, enquanto o auxílio, Nordeste e Norte. Há cerca de 40 milhões de empregos formais no Brasil e de 66 milhões de pessoas recebendo as parcelas de 600 reais. Isso significa que, para cada trabalhador com carteira assinada, há dois que recebem o auxílio.

Essa discrepância se dá em razão da enorme informalidade que existe no país, e que foi o grande desafio da equipe econômica para começar a distribuir os pagamentos. Agora, segundo o levantamento do Poder 360, as pessoas recebendo o auxílio já correspondem a 68% da força de trabalho, formada por 96 milhões de pessoas, entre empregados e desocupados.

Transporte coletivo
Deputado Valdir Cobalchini lidera uma frente parlamentar para salvar o setor de transporte coletivo intermunicipal e interestadual. Assunto que envolve diretamente a empresa caçadorense Reunidas.

Acontece que esse setor já enfrentava dificuldades antes mesmo da pandemia. Com a proibição das viagens só piorou. Empresas estão demitindo funcionários e apertando o que dá para sobreviver.

Entre as medidas defendidas pelo deputado está a redução da alíquota de ICMS no diesel usado por essas empresas e também no preço final das passagens. Outra medida é que o Governo assuma o custo das gratuidades. Hoje, existem muitas categorias, como policiais, professores, portadores de necessidades especiais e os idosos que viajam de ônibus de graça e o ônus acaba ficando para a empresa.

Cobalchini acha que essas gratuidades devem continuar, mas o Governo precisa assumir os custos.

Uma história da política videirense
Camboim é uma árvore nativa do sul do Brasil e também o nome de uma localidade no interior de Videira, meio-oeste de Santa Catarina, que tem uma história de política muito curiosa. Ela marcou para sempre a vida do professor Tadeu Comerlatto, um dos consultores políticos mais experientes do Brasil. Antes de enveredar pelo caminho da consultoria, Tadeu Comerlatto foi prefeito de Videira, eleito em 1976, pela Arena, no tempo das eleições raiz. Era muito jovem. Foi eleito aos 23 anos. Fez um mandato de seis anos e nunca mais quis enfrentar as urnas. Optou pelos bastidores, onde se destacou como consultor e estrategista de campanhas.

Naquela eleição de 1976 ele enfrentou Gabriel Bogoni, outra liderança jovem que se destacava no MDB em Videira. Eleição apertada, campanha acirrada, lideranças do interior do município disputadas. Os meios de comunicação eram fracos naquela época e a campanha se dava mais nos comícios, animados com muita gaita e cerveja.

Na linha Camboim existia uma urna com 36 votos apenas. Comerlatto tinha apenas um apoiador, dono do único bar da localidade. Quando as urnas foram abertas, recebeu 32 dos 36 votos. Ficou espantado. Não conseguia entender o que aconteceu. A grande maioria dos moradores eram eleitores fiéis de Gabriel Bogoni e os votos não apareceram.

Passada a euforia da vitória, Comerlatto foi saber o que houve em Camboim. Qual foi a surpresa ao conversar com seu cabo eleitoral e ouvir a seguinte história:

- O pessoal aqui tem um pouco de bronca comigo e se eu fosse pedir votos para o senhor, ninguém votaria. Então fiz uma estratégia. Na sexta-feira enchi meu carro de adesivos do Gabriel e comecei a pedir votos para ele. O povo ficou revoltado. Não admitiu que eu tivesse acertado com ele e acabou votando pro senhor. O importante são os votos seu Tadeu.

Provavelmente o cabo eleitoral não conhecia Machiavel, mas sabia muito bem que os fins justificam os meios.


Curtas

- Nesse final de semana devem ser confirmados os quatro candidatos que disputarão a eleição de prefeito em 15 de novembro. Saulo Sperotto – PSDB, candidato à reeleição, enfrentando Silvane Panceri – MDB, Rubiano Schimitz – PP, e professor Paulão – PT. Saulo e Silvane já definiram seus vices: Alencar Mendes- DEM – e Osmar Barcaro – PL – respectivamente.

- O mundo dos bares caçadorenses está de luto essa semana com a morte de Jolar Coldebella. O conheci quando ele tinha um bar chamado Tia Maria, na parte alta da Avenida Barão do Rio Branco. Depois se mudou para o Marabá, junto com o saudoso Édimos Debarba. Trabalharam juntos por longos anos. O Marabá era sem dúvida, o bar mais raiz de Caçador. O último resistente de uma época que eles começavam na Salgado Filho com o bar Líder, descia para a Carlos Esperança, com o Danúbio Azul, e chegava a parte de baixo da avenida com o Marabá e o Acapulco. Só ficou a história.

-Sobre o impeachment do governador: apenas uma manobra jurídica em Brasília pode salvá-lo. Em Santa Catarina o jogo está jogado.

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