Desde que Carlos Moisés iniciou o seu novo ciclo de Governo buscando uma aproximação maior com a Assembleia Legislativa o nome do deputado emedebista Valdir Cobalchini ficou na mesa de negociação.
Cotado para assumir a Secretaria de Desenvolvimento Econômico, ele disse não e preferiu dedicar-se ao mandato de deputado estadual até o final de 22. E também já decidiu: será candidato a deputado federal.
Com larga experiência no Executivo, já que foi secretário regional, da Casa Civil e de Infraestrutura, e com boa articulação política, ele seria um bom nome para Carlos Moisés nesses momentos delicados que vive seu Governo.

Recado veio da base
Antes de se posicionar completamente contrário a assumir uma função estratégica no Governo Moisés, Cobalchini tirou os últimos dias de dezembro para conversar com seus principais apoiadores.
A posição da base é unânime: participar diretamente do Governo não pode ser uma boa. Melhor ficar na Assembleia e se manter uma posição de apoio, dando governabilidade, mas com liberdade para tomar decisões que achar mais acertadas, contrárias ou favoráveis.

O sonho da política caçadorense
Nesse começo de ano a política de Caçador, através de seus principais atores e de quem os rodeia, é o fato de quem em 22 o município possa, pela primeira vez, eleger um deputado federal e um deputado estadual.
Para isso, basta que Valdir Cobalchini confirme sua candidatura e se eleja e que alguém com potencial eleitoral seja candidato a deputado estadual. E aí, o nome mais forte e que sonha com isso dia e noite é o prefeito Saulo Sperotto, do PSDB.
Cobalchini tem condições de eleição. Ou seja, não vai entrar para perder. Já demarca seu território eleitoral entrando no Grande Oeste, já que Celso Maldaner, atual presidente do MDB e deputado federal em quarto mandato, não deverá mais concorrer.
Já para Saulo Sperotto, basta convencer os caçadorenses que renunciando o mandato e sendo deputado estadual fará bem ao município e ampliar a sua base na região do Vale do Rio do Peixe, que pode garantir uma vaga no parlamento catarinense.


Eleição é para quem tem estrutura
Posso escrever isso de cadeira. Desde 1990, trabalho em eleições de deputado estadual. Participei de quatro campanhas vitoriosas do deputado Reno Caramori e três do deputado Valdir Cobalchini e aprendi que eleição de deputado se faz com três fatores: Um bom candidato, um bom território eleitoral e um pouco de dinheiro para as despesas de campanha. Se faltar um desses fatores, a campanha dá com os burros na água.
Se as lideranças políticas forem inteligentes, esquecerem divisões partidárias – que só servem para intrigas paroquiais – e focarem no objetivo comum, Caçador pode sim ter dois deputados, um em Brasília e outro em Florianópolis. Seria o ápice para um município de pouco mais de 50 mil eleitores. Isso é possível. Joaçaba, bem menor, já teve com Paulo Macarini e Iraí Zílio, lá na década de 1980.

Um pouco de história
Caçador sempre elegeu deputados estaduais. Lá atrás, nas décadas de 1960 e 1970 elegia Celso Costa e Zany Gonzaga, nos tempos que PSD e UDN brigavam voto a voto. Depois, na década de 1980, chegou a vez de Salomão Ribas Junior, e nas décadas 1990 e 2000, Reno Caramori comandou o espetáculo. De 2010 vivemos a fase do deputado Valdir Cobalchini.
Já para deputado federal, as poucas candidaturas que tivemos nunca foram estruturadas para vencer eleição. Osmar Barcaro e Saulo Sperotto conseguiram as melhores votações, mas ficaram longe de eleição.
Em toda a região, nos últimos anos apenas dois políticos se elegeram deputado federal. Odilon Salmória, de Videira, em 1982, e Alexandre Puzina, de Porto União, em 1986. Ambos do MDB.

Teremos livro
As crônicas que publico no Facebook com a hastag “Conversas em Biguaçu”, contando a ficção de um pai de santo que incorpora o ex-governador Luiz Henrique e aconselha políticos vai virar livro. A capa, com desenho do artista gráfico Zé Dassilva, já está pronta. Na semana que vem vai para gráfica.

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