Pode parecer muito cedo, mas quem está atento à cena política precisa ficar tento a alguns nomes que começam a despontar como possíveis candidatos ao pleito de 2022. A eleição de prefeito ainda nem esfriou, mas os bastidores da política estadual já estão agitados.
No MDB, partido com melhor desempenho nas eleições municipais, começa a despontar o nome do prefeito de Jaraguá Antídio Lunelli. Empresário bem sucedido, ele foi reeleito prefeito de Jaraguá do Sul, com mais de 70% dos votos.
Dentro do partido já é o nome preferencial, deixando pelo caminho o senador Dario Berger, outro postulante ao cargo. Dario nunca teve a simpatia total do MDB ao seu nome e as coisas só pioraram depois que bancou uma coligação na Capital, com o Progressista, da família Amin, obtendo uma votação pífia.


A renovação no Progressista


O Progressista, antigo PP, também deverá passar uma renovação e salvo grandes mudanças de rumo não deverá ter membros da família Amin na disputa pelo Governo em 22.
Deputada federal Angela Amin, depois do quarto lugar na eleição da Capital, está definitivamente fora. Esperidião também não deve concorrer. O nome do partido deve ser Joares Ponticelli, prefeito reeleito em Tubarão, com mais de 67% dos votos.
Os bem informados da política na Capital já afirmam que ele tem o aval da família Amin para construir a sua candidatura.

Jorginho Mello


O senador Jorginho Mello, do PL, também trabalha firme olhando em 22. Com mandato garantido no Senado até 26, ele vai para mexe com o tabuleiro buscando viabilizar a sua candidatura.
Já flertou com o MDB, que o apoiou em 2018 ao Senado, e nas eleições municipais tentou ser o herdeiro do bolsonarismo no Estado. Emprestou a legenda do PL aos candidatos do Aliança pelo Brasil, partido do presidente Bolsonaro que não conseguiu viabilizar o registro. O resultado nas eleições municipais não foi dos melhores.
Jorginho vai trabalhar para herdar o espólio de Jair Bolsonaro no Estado, já que Carlos Moisés, que se elegeu nessa onde em 2018, optou por um caminho solo.


E o prefeito da Capital?


Reeleito em primeiro turno em Florianópolis, Gean Loureiro, do Democratas, é um nome que não pode ser desconsiderado na corrida pelo Governo do Estado.
Em todas as entrevistas ele nega que vai renunciar em abril de 22 para colocar o nome à disposição do partido, mas por outro lado trabalha nos bastidores.
Em janeiro deve assumir a presidência do partido em Santa Catarina, substituindo João Paulo Kleinubing, derrotado em Blumenau. Liderando o DEM, deve percorrer o Estado para sentir se uma candidatura é viável ou não.


Esquerda sem novas caras
No segmento político mais alinhado a esquerda não parece surgir novos nomes. Decio Lima, no PT, Claudio Vignatti, no PSB, são os mais indicados para comporem uma chapa majoritária.
O PSOL, que teve um crescimento em nível nacional disputando segundo turno em algumas capitais, não mostra musculatura no Estado. Professor Elson, que disputou a Prefeitura da Capital e que poderia ser uma boa opção, não tem densidade eleitoral.

E o Napoleão?
O ex-prefeito de Blumenau Napoleão Bernardes, que concorreu como vice do emedebista Mauro Mariani em 2018, deixou o PSDB e filiou-se ao PSD, de Julio Garcia e Raimundo Colombo.
Se o partido tiver um nome para o Governo do Estado tem tudo para ser ele. Mas, ao que tudo indica, PSD deve voltar a caminhar junto com o MDB na próxima eleição.

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